quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Prisioneira


Durante muito tempo não quis pensar no assunto..
Medo.. talvez.., de encontrar respostas..
Mas, a verdade é que, depois de que mo disseram, senti que a semente da dúvida foi atirada ao solo..
e, por mais que eu não a regasse, ela não deixou por isso de crescer e de frutificar..
e agora sou obrigada a pensar, mesmo que não queira..
"A alma sofre por estar cativa no corpo - cumpre pena, numa prisão promíscua e sufocante!" - é à conclusão que chego, depois de meditar acerca..!
Esse é mais um segredo.., esse é mais um céu e um inferno, convivendo lado-a-lado!!
E, é impossível haver ligação entre o réu e o carrasco..
Quando o corpo quer.. a alma sofre.., são, de facto distintos os sentimentos.., não há ligação possível.. (sexo é sexo, amor é amor)
A alma, imortal, deseja a morte do seu carcereiro.., sonha libertar-se.., atingir o amor, a plenitude, sonha encontrar a outra alma que a completa..
O corpo é insano, pulsante.. mas, insano..; ignorante, ele não tem acesso à informação.. - apenas.. sente.., fremente.. quer.. mas, quando tem.., quando atinge.., não entende.., na verdade, não atinge! Vibra por um segundo mas..., como não é chama.., não sabe.. frustra-se, sucumbe e perde-se!
Será que existiu/existe/existirá em algum ponto espaço-tempo a possibilidade de, talvez numa fracção de segundo, o corpo e a alma conseguirem ter a precepção um do outro? E.., mais.. comungarem da mesma hóstia?
Se isso fosse possível..., atingir-se-ía, por certo, o êxtase, o nirvana, o sublime, o perfeito, o incomensurável, o orgasmo total e pleno e, por certo.., nessa fracção mínima de milionésimo de segundo, choraríamos convulsivamente!!

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Selinho oferecido pela Verinha

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a quem eu muito agradeço!