quinta-feira, 31 de março de 2011

Anno Horribilis!

E este "Anno horribilis" que não chega ao fim..
Março já foi, é verdade!

domingo, 27 de março de 2011

Vampiros..

Há pessoas que se alimentam da felicidade alheia..
Sugam-na como se vampiros fossem!!

Va de retro...

Vou deixar de ouvir as tuas frases maldosas,
que saem da tua boca em rajadas copiosas!
Vou deixar fluir apenas o bem em mim,
E cortar pela raiz a tua maldade sem fim!
Quero os meus pensamentos claros e fluidos,
e sempre de água benta aspergidos!
Quero sentir a dor do próximo no meu coração,
e continuar a dar e a estender-lhe a mão!
Quero acreditar que um futuro são é possível,
cheio de optimismo e alegria tangível!
Quero afastar de mim tudo o que mal me faz,
e soprar para longe a mentira fugaz!
Quero sorrir sempre que me apeteça chorar,
E quero na noite escura..., brilhar!
sentindo a brisa suave no rosto e dançar, dançar!
E quando o dia amanhecer..
quero agradecer ao sol por me aquecer e iluminar,
e quero que me nasçam asas.., para poder voar, voar!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Solidão a dois


É natural..
que quem viveu a maior parte da sua vida, só,
não se imagine a partilhar a 100% uma vida..
Nem sei se, num caso desses, isso será, mesmo,
"humanamente" possível ou, até.. saudável!!

terça-feira, 22 de março de 2011

Ciranda

Ciclo eterno de morte e renascimento:
Quando finamos uma etapa, logo outra se inicia,
automaticamente,
ininterruptamente..
É impossível parar a engrenagem,
ou sair do comboio em andamento!

Quando completamos o nosso caminho nesta dimensão,
Nascemos para outra vida, numa outra!

domingo, 20 de março de 2011

Finisterra

A maior parte do tempo estamos tão concentrados
nas nossas angústias e receios,
fixando-nos nos nossos devaneios,
sentindo-nos, quase sempre frustrados e abandonados,
os mais miseráveis seres à face da terra!
E por antítese, vemos nos outros apenas as aparências,
Perfeitos, felizes, saudáveis e eloquentes,
Fazem-nos sentir injustiçados e amaldiçoados,
nesta deprimente finisterra,
onde por azar criámos valências.

Mas de repente a terra treme e das rachaduras que se abrem,
soltam-se suspiros de angústia e medo,
e espreitamos lá para dentro depressa, antes que se quebrem,
e lá dentro não há nada daquilo que imaginámos, só ais..
há olhos baixos e tristes, banhados em lágrimas de solidão,
há velas à volta dos mortos, pedindo oração;
E nós que antes seguíamos a caminho do degredo,
encontramos força e inspiração para vencer a abnegação,
e salvar uns quantos mais!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Tudo se transforma..

Há eventos banais, sem importância nenhuma mesmo, mas que,
ao acontecerem em determinados momentos cruciais da nossa vida,
transformam a forma como olhamos para os outros,
e, consequentemente, a forma como interagimos com essas pessoas.
Não é que na realidade algo tenha mudado, realmente,
mas no âmago.., tudo mudou!

Voltou

O sol voltou, dizem os meteorologistas,
vem chegando novamente a Primavera.
Parece que por enquanto a Terra ainda se vai aguentando
nos seus movimentos rotineiros..
e, nós também!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Prisma

Como o resultado difere tanto,
dependendo do prisma pelo qual examinamos a questão,
dos elementos que consideramos nessa análise,
e da loquacidade de pensamento que conseguimos alcançar..

Às vezes..

Muitas vezes, fico por aqui,
quieta no meu cantinho,
sonhadora à minha maneira,
pondo em palavras pensamentos voláteis,
com medo que se esfumem, antes que façam sentido!

quarta-feira, 16 de março de 2011

"Amor" virtual

Este é o amor do Século XXI; aquele que se vive na espuma da vida, sem dar grande importância aos sentimentos e assim tornou-se o amor, tal como todo o resto, numa virtualidade efémera e destituída de raízes!
Salvaguardo alguns, para quem este passatempo possa ser uma fuga para esquecerem por segundos as dores que teimam em carregar no peito, qual pedra atada ao pescoço que os obriga a esforços inumanos para não vergarem!

sábado, 12 de março de 2011

E esse futuro perfeito que não chega..



Há um cansaço enorme que se abate sobre nós,
sobre o mundo tal qual o conhecemos..
Esta corrida desenfreada para o nada, pelo nada,
desgasta e ensombra os dias mais ensolarados.
Tanta coisa para mudar, para compreender..
mas, não há tempo!
Porque do tempo, continuamos a consumir a maior fatia,
em tudo, menos no que realmente interessa!

Gosto..



Gosto muito de pensar,
de ter tempo para o fazer,
do silêncio que o provoca,
e das conclusões a que chego e
tantas vezes me surpreendem!!

Voltando ao livre arbítrio..




Só existe numa dimensão muito pequena,
na estreiteza dos nossos pensamentos e na pequenez dos nossos mundinhos;
Nada que comprometa o todo e ao que se propõe..
Se olharmos "de cima" e pensarmos de forma abrangente,
o que vemos e concluímos é que, sem irmos mais longe,
o nosso planeta sobrevive SE houver equilíbrio:
e para que exista, na essência e sinteticamente falando,
basta que plantas que respiram dióxido de carbono e libertam oxigénio,
e animais que funcionam "precisamente" ao contrário, vão vivendo..
como, para o caso não interessa, desde que continuem inspirando e expirando..
uns instintos pelo meio, de sobrevivência, de reprodução da espécie
e está feita a marosca!!
Deitemo-nos nós ao lusco-fusco ou ao meio-dia.., trabalhemos ou não,
escolhamos um caminho ou outro.. vai dar tudo ao mesmo!

Será que interessa a que flores a abelha vai buscar o pólen neste dia?
o gosto do mel vai variar em função disso mas..
o pólen que ela vai deixar cair, sem se aperceber,
enquanto pousa de flor em flor, vai servir a um propósito mais grandioso,
- a polinização!


Pintura da Galeria de victor Lages

Ensaio sobre a Liberdade



Olho através da vidraça do meu quarto, a chuva a cair lá fora. Por entre os grossos pingos, alguns pombos aventuram-se, esvoaçando de um lado para o outro.
São pássaros livres, podem ir onde quiserem!
Continuo a olhar para a liberdade dos pombos, tentando perceber se gostarão da liberdade que têm - pousam nos beirais das janelas, tentando acoitar-se mas, apesar das penas que os cobrem, o espaço não parece ser o mais convidativo para passar uma noite outonal de chuva e vento.
Recordo-me que o meu avô tinha um pombal - os pombos eram livres para ir e vir mas, tinham uma casa, tinham alguém que gostava deles, que os alimentava, que se preocupava com a sua saúde e com o seu bem-estar; Será que os pombos que vejo através da minha janela, gostaríam de viver num pombal como vivíam os pombos do meu avô?
Ou preferirão ser nómadas, buscando novos abrigos a cada envestida de vôo.
Um irmão do meu avô, o Tio Zé tinha pombos-correio - voavam longas distâncias trazendo numa anilha na pata uma mensagem ou outra que o meu avô trocava com o seu irmão; e os pombos lá íam sabendo direitinho o caminho que deveríam seguir entre a casa dos dois irmãos - e, era compensado pelo esforço dos dois lados, pois ambos os adoravam;

quinta-feira, 10 de março de 2011

Parte de mim!



Há situações em que fazemos parte de outra pessoa, sem sermos realmente parte!
É como se tivéssemos uma ligação invisível que não quebra e permanece,
apesar da intempérie e do afastamento!
E.. sabe tão bem sentir essa proximidade.. cúmplice!

Imagem: Marc Chagall

Selinho oferecido pela Verinha

Selinho oferecido pela Verinha
a quem eu muito agradeço!