domingo, 20 de março de 2011

Finisterra

A maior parte do tempo estamos tão concentrados
nas nossas angústias e receios,
fixando-nos nos nossos devaneios,
sentindo-nos, quase sempre frustrados e abandonados,
os mais miseráveis seres à face da terra!
E por antítese, vemos nos outros apenas as aparências,
Perfeitos, felizes, saudáveis e eloquentes,
Fazem-nos sentir injustiçados e amaldiçoados,
nesta deprimente finisterra,
onde por azar criámos valências.

Mas de repente a terra treme e das rachaduras que se abrem,
soltam-se suspiros de angústia e medo,
e espreitamos lá para dentro depressa, antes que se quebrem,
e lá dentro não há nada daquilo que imaginámos, só ais..
há olhos baixos e tristes, banhados em lágrimas de solidão,
há velas à volta dos mortos, pedindo oração;
E nós que antes seguíamos a caminho do degredo,
encontramos força e inspiração para vencer a abnegação,
e salvar uns quantos mais!!

3 comentários:

  1. ...enquanto caminhantes desta escola
    chamada terra, sempre estaremos
    vulneráveis....

    isso chama-se aprendizado!

    bj

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  2. Minha estimada amiga, a lacrymosa, ou as lacrymosas, estão em algum canto na solidão...
    Os poemas são para nos dar alento, nós e a elas também...
    Quento ao teu poema, Deus sabe de que alma bendita ele foi concebido.
    Beijos do teu leitor.

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  3. Se um dia lágrimas vierem ao seu rosto, não pense no porque! Pense nas folhas do outono, elas não caem porque querem, e sim porque chegou a hora

    Raphael Bacellar

    Beijos outonais e Feliz Semana! M@ria

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Selinho oferecido pela Verinha

Selinho oferecido pela Verinha
a quem eu muito agradeço!