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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Sorte, Azar, Ciência e Desconhecido

 


Crescer a ouvir dizer que isto ou aquilo te pode fazer mal, não quer dizer que nunca o vivencies ou experimentes. Quem não o faz? 

Há probabilidades associadas a cada ação. 

No entanto, há pessoas mais propensas "à desgraça" do que outras.

"Parece que atrai", dizem alguns.

O raio não cai duas vezes no mesmo sítio,

(probabilisticamente as hipóteses de isso acontecer são ínfimas, mas na realidade pode sim, acontecer)

É aí que surge a palavra "azar"

Teve azar...

Não tem sorte...

Mas, a reação advém sempre de uma ação, que pode ser desencadeada pelo próprio ou por outro;

Há ainda a considerar em cima da mesa, que "outro" aqui, pode ser algo sobrenatural ou força espiritual.

Analisando as situações:

Ela empurrou uma cadeira de rodas, onde estava sentado alguém pesado, por uma ladeira íngreme acima.

Foi necessária muita força.

Havia riscos que foram ignorados e o que seria expectável, acabou por acontecer, uma hérnia proliferou do meio das vértebras lombares.

Podemos falar de azar?

O mais natural é dizer-se que não, pois sabia-se, ou não (por ignorância) das probabilidades...

Correu-se o risco e aconteceu.

Mas, se em 10 situações deste género, acontecer o pior, ou o que poderia ser expectável, nas 10, então aí, pode ser que já possamos falar em azar ou em forças ocultas que estão lá para te causar problemas.

Ou, ainda assim não podemos?

Analisando situações em que as coisas correram bem:

A avenida estava cortada ao trânsito nos dois sentidos. Ela constatou-o várias vezes e daí ter tomado a decisão de atravessar a grande avenida, com duas vias, fora da passadeira.

Quando estava a meio da travessia, constatou que o trânsito tinha sido retomado.

Naquele instante, há que tomar decisões rápidas. Ficar no meio da avenida, arriscando a vida, com carros a passar dos dois lados ou, acelerar o passo e tentar chegar ao outro lado antes que o carro que vem já a alta velocidade chegue perto.

Atravessar parece ser a melhor solução.

E de repente, ela sente algo a trespassá-la, como se tivesse entrado e saído e pensa que o fim chegou, que não há mais nada a fazer. Mas surpreendentemente, chega ao passeio contrário ilesa e constata, olhando para trás vê o carro parado uns metros à frente, com o motorista fora do carro, tão surpreendido quanto ela, já que pensou igualmente ter atingido a vítima.

Mas não houve vítima neste caso.

E aqui? Podemos falar de sorte? De um milagre? De forças divinas que tomaram a iniciativa de ajudar?

Ou as probabilidades estavam lá, eram até grandes no que respeita a um acidente aparatoso, mas não aconteceram.


A ciência e a filosofia são limitadas diante de dimensões além do visível, de mistérios, fenómenos e verdades que superam a capacidade de explicação da lógica, da ciência ou do conhecimento humano. Será que este episódio pode evidenciar que para além das probabilidades, da lógica, da razão, do visível, existem outras variáveis, desconhecidas para nós, que podem ter tido influência neste resultado inesperado?

A resposta parece-me evidente: "Sim", mas pode ser apenas por desconhecimento nosso ainda e nada de forças do oculto.

Ilustrando o desconhecido, até se conhecer: 
Quem poderia imaginar que a terra era redonda..., mas é e gira! 
Quem poderia imaginar que um bocadinho de doença, aplicada em cavalos, poderia criar anti-corpos que depois injetados em humanos (vacinas) os protegeriam de muitas doenças, mas foi descoberto e funciona!
Quem poderia imaginar que a mecânica quântica existia:

"Há mais coisas entre o céu e a terra, do que pode imaginar a nossa vã filosofia, "disse Shakespeare, no Hamlet" 
e vamos ao longo do tempo descobrindo mais e mais e a cada descoberta, a ignorância vai dando lugar à sabedoria e o que não fazia sentido e catalogávamos de várias formas abstratas, dá lugar à realidade - à nossa realidade.
No entanto, a dimensão do desconhecido, o interesse por aquilo que não sabemos abrange duas vertentes distintas e paradoxais: uma que nos leva, por meio de laborioso processo, ao conhecimento; outra, que nos remete ao incognoscível, ao que não é acessível ao conhecimento. 

Este é o paradoxo entre o que é possível conhecer quando se está imerso na experiência, e a própria essência incognoscível da experiência: o que não se sabe e nunca se saberá.

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Manuela Moreira

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Sexta-feira 13



 Sexta-feira, 13 de outubro de 1307, a mando do rei de França, Filipe IV, o Belo, os Cavaleiros pertencentes à Ordem dos Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, criada no século XII com o propósito de proteger os cristãos que voltavam a fazer a peregrinação a Jerusalém (após a sua reconquista aos muçulmanos), são presos sob a acusação de heresia. Esta acusação falsa serviu ao propósito do rei, que ambicionava o poder absoluto que incluía os bens da Ordem, que era imensamente rica (bens acumulados por dois séculos) e ao mesmo tempo afrontar o Papa Clemente V, que vivia na França, em Poitiers.

O Papa, com a argumentação de que pelos seus privilégios, os Templários só poderiam ser julgados pela autoridade papal, mandou retirar os 72 cavaleiros das prisões francesas, levando-os para Poitiers e julgando-os lá. A pena imputada aos cavaleiros, deixou o rei Filipe furioso, já que se resumia a que os cavaleiros teríam de pedir perdão à Igreja Católica e a fazer penitência, podendo continuar a usar os seus distintivos, a participar das cerimónias e a receber os sacramentos sagrados. O rei Filipe iniciou então uma luta contra a Igreja Católica, acusando vários clérigos de escândalos imorais. O Papa, acuado, teve de recuar, ou corria o risco de haver uma separação dentro da Igreja, sendo criadas duas Igrejas em paraelo, a do Vaticano e outra na França, controlada pelo rei. Entre a espada e a parede, o Papa teve que alterar a sua decisão. Embora não condenasse os Templários à morte ou à prisão, decidiu extinguir a Ordem, em 1312.



Mais tarde uma outra Ordem nasceu, a dos Cavaleiros de Cristo e assim, os Templários, com outro nome, puderam continuar vivos - também em Portugal!


Wikipedia

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