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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Medo do Desconhecido_2

 

O medo do desconhecido,

limita e constrange,

mas também, muitas vezes, protege,


e salvaguarda de situações perigosas e confrangedoras.

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Manuela Moreira

Medo do Desconhecido



O medo do desconhecido,
limita e constrange.

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Manuela Moreira

 

domingo, 28 de junho de 2026

Deus escreve certo...


Cresci a ouvir mil e um ditados, já que a minha avó Elisa, era entendida na matéria.

Muitos ainda os sei hoje e se não os digo mais vezes é porque acabo por achar que as pessoas mais novas relacionam este tipo de comentário com os mais velhotes e eu, como todos, não quero ainda estar nesse grupo. Mas ao mesmo tempo, faz-me voltar no tempo e lembrar-me da minha avó, aconchega-me a alma, em tempos que não estão fáceis. A minha avó estava lá sempre para mim - era forte e determinada e não tinha medo de nada, o que me tornava destemida também... e quando não o conseguia ser, ela era o meu porto de abrigo; um deles, porque felizmente havia mais..

Porquê escrever sobre este ditado em particular? 

Porque por vezes acontecem situações, decididas por terceiros, que alteram vidas e causam medo e insegurança. E a 'vó' Elisa já não está por cá, para me acolher e acalmar e dizer que tudo vai ficar bem, porque Deus escreve certo, por linhas tortas. Tentei imaginar o que diria a minha avó sobre o que me estava a acontecer: O ano que passou foi um ano de mudanças inesperadas para a minha vida. Há décadas no mesmo emprego e a poucos anos da reforma, era impensável, para mim, achar que mudaria de emprego.

De repente senti o chão fujir-me debaixo dos pés, quando anunciaram a extinção daquela que era a minha casa há mais de trinta anos. Estava mesmo a acontecer e eu sentia como sendo um terramoto que se abatia sobre mim. As águas separaram-se em duas partes e o que eu imaginava que seria algo parecido com o continuar do que tinha antes, ficou cada vez mais longe. A ilha que parecia ser a salvação ao naufrágio e onde tinham conseguido chegar muitos daqueles que eu conhecia, estava inalcansável. Apesar dos meus esforços, ficava cada vez mais distante e, quando caí na realidade, apercebi-me que não era mesmo para mim. 

A solidão nunca foi algo que me incomodasse, pelo contrário, desde miúda, filha única, aprendi a gostar de estar na minha própria companhia, no meu mundinho, dos livros, dos pensamentos e as pessoas que estavam à volta, quando eu decidia sair do casulo, estavam lá de pedra e cal e eram confiáveis, como a minha avó Elisa.

Talvez tenha a ver com a idade ou com as circunstâncias adversas daquele momento, mas ao olhar à volta, não vi ninguém. A ilha já era só um pontinho no horizonte e de repente, sinceramente, tive medo e senti na solidão que me envolvia um frio intenso... assustador.

Dizem que não vale a pena remar contra a maré, julgo que é outro ditado e deixei-me ficar à deriva e ver até onde o mar me levava. Pensei na minha avó e na falta que as suas palavras me faziam: "Chorar não é uma solução; pode aliviar o coração, mas não resolve o problema de fundo". O que faria a minha avó no meu lugar? O que me diria se estivesse por perto? Ela que era tão corajosa, que enfrentava sempre a vida de frente.. 

Pensei em mais um ditado: " O que não tem remédio, remediado está!"  

 Se eu já fiz tudo o que podia e não consegui agarrar-me aquilo que eu pensava ser a bóia de salvação, então, só me restava acreditar que o que estava para vir, podia não ser tão mau como eu imaginava que fosse. E se fosse, logo veria como agir.

 Os dias foram passando, conheci novos colegas, novos chefes, fui-me integrando e aquilo que inicialmente parecia uma nuvem negra cheia de perigos, começou a dissipar-se e o que foi surgindo foi algo que eu vou podendo aceitar e viver como algo bom. Finalmente, nove meses volvidos, consigo escrever sobre este tema, sem mágoas. 

E mais do que isso, consigo até divisar a mão divina no meio do caminho. Será? O caminho que parecia não ser o melhor para mim e que eu durante o tempo que pude, lutei para contornar, era afinal, consigo ver agora, claramente, o melhor caminho para mim. A ilha que me parecia ser o meu porto seguro, era afinal só uma miragem e nem sequer existia.

Talvez os ditados populares não sejam apenas meras frases de circunstância, mas tenham sido criados com base em vivências reais e divinas também, quem sabe!!

Talvez a avó Elisa tenha dado uma ajudinha, nem que seja apenas para levar a dela adiante e provar que os seus ditados são verdadeiros. ;)

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Manuela Moreira 

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Tarefa Inesperada, Tarefa Concluída


E derrepente, quem deveria aparecer e ajudar, não apareceu.

E derrepente, és só tu no cenário e dizem-te para avançares.

E não tens outro remédio, senão avançar mesmo..

Enfrentar o risco e ver no que é que dá!

Sem grande esperança, avanças a esmo.

Aguardando os erros e sabe-se lá!

Mas depois de validares, que nada de errado aconteceu,

E mais uma etapa se quedou concluída.

Respiras de alívio e comemoras embevecida.

Avançando depressa a caminho da saída.

E o fim de semana, é todo teu!


Desta já escapaste :)  

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Manuela Moreira

sábado, 18 de maio de 2013

Pé, ante pé

Pé, ante pé,
Sorrateiramente,
A medo....
Espreito para dentro de mim:
Coração e cérebro debatem:
O coração, rubro de paixão, indaga:
"Porque continuas tu, oh cérebro a ignorar o que eu sinto !?"
E o cérebro, cheio de razão, responde:
"E tu, velho coração, quando terás tu juízo?"

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Manuela Moreira



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Tenho medo..

Tenho medo que no final de tudo.. Conclua ou "alguém" por mim o faça: que tudo tenha sido em vão! que a minha vida não tenha servido afinal, algum propósito maior, ou mesmo, no menor dos casos, algum propósito individual, que me permita, ou à minha alma: almejar ascender a algo acima, mais puro, mais próximo do nirvana, ou da perfeição do UNO! Ou estarei condenada, qual Sísifo, a repetir ad eternum o mesmo despropósito? A representar papéis previamente escritos, sem direito a opinar acerca do guião.. e sem que isso acrescente algo de novo ao TODO!

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Manuela Moreira

domingo, 20 de março de 2011

Finisterra


A maior parte do tempo estamos tão concentrados
nas nossas angústias e receios,
fixando-nos nos nossos devaneios,
sentindo-nos, quase sempre frustrados e abandonados,
os mais miseráveis seres à face da terra!
E por antítese, vemos nos outros apenas as aparências,
Perfeitos, felizes, saudáveis e eloquentes,
Fazem-nos sentir injustiçados e amaldiçoados,
nesta deprimente finisterra,
onde por azar criámos valências.

Mas de repente a terra treme e das rachaduras que se abrem,
soltam-se suspiros de angústia e medo,
e espreitamos lá para dentro depressa, antes que se quebrem,
e lá dentro não há nada daquilo que imaginámos, só ais..
há olhos baixos e tristes, banhados em lágrimas de solidão,
há velas à volta dos mortos, pedindo oração;
E nós que antes seguíamos a caminho do degredo,
encontramos força e inspiração para vencer a abnegação,
e salvar uns quantos mais!!

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  Manuela Moreira

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Medo



Um passo à frente, dois atrás e..
Fiquei sozinha de novo!
Digo isto de forma triste, como se me faltasse algo!
E falta..
A empregada foi-se embora? Vazio.. trabalho a mais.. deprê..
O amigo que não escreve? Vazio..
Quero tomar um café mas não tenho com quem.. vazio!
Estranho este sentimento.., é novo para mim!
Durante "séculos" não parecia precisar de nada, nem de ninguém para "ser".
Escrever, ler, pensar, passear, trabalhar..
partilhava tudo com o meu eu interior mais do que com quem me rodeava.
E chegava!
Não havia espaços em branco!
De um dia para o outro houve algo em mim que mudou..
Continuo a escrever, a ler, a pensar, a passear, a trabalhar..
Mas..
Agora há um mas, sempre presente..
Parece que falta alguma coisa..
Há espaços dentro de mim, que permanecem desocupados e tristes..
Não sei como surgiram.. (esses espaços),
Mas dão-me a sensação permanente de arrepio..
Como se um vento frio me percorresse o corpo!
Dá-me medo!

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                         Manuela Moreira

Wikipedia

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