domingo, 26 de julho de 2026

Venezuela - 1 mês após os terremotos

 

As televisões portuguesas deixaram de relatar o que se passa na Venezuela, mas há quem ainda acompanhe, (obrigada por isso), como é o caso da redação do G1.

24/07/2026 00h00

Equipas de resgate e familiares continuam procurando vítimas entre os escombros deixados pelos terremotos que devastaram o norte da Venezuela. Nesta sexta-feira (24), um mês após a tragédia, centenas de pessoas continuam desaparecidas. Enquanto isso, organizações preveem um custo bilionário para reconstruir as áreas mais afetadas.

Contexto: Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país a 24 de Junho e provocaram o maior desastre natural na Venezuela.

Segundo o balanço oficial, mais de 5 mil pessoas morreram e cerca de 17 mil ficaram feridas.
Por outro lado, o governo admite que o número final de vítimas fatais pode ultrapassar os 10 mil.
Dados oficiais apontam para que 190 edifícios tenham desabado completamente, enquanto quase mil construções tenham sofrido danos estruturais.
Pelo menos 20 mil pessoas continuam a viver em abrigos temporários.
O número de desaparecidos ainda é incerto. O governo venezuelano não divulga um balanço oficial, mas uma plataforma pública criada para reunir informações sobre as vítimas, aponta para que quase 30 mil pessoas continuem sem contato com familiares ou amigos.


Uma avaliação preliminar do Banco Mundial estima que se forem incluídas melhorias estruturais, remoção de escombros e obras de prevenção, o custo total possa chegar perto dos US$ 50 biliões (dólares).

Uma investigação da Reuters aponta que:

Segundo os relatos, os civis lideraram boa parte dos resgates nas primeiras 48 horas, usando pás, picaretas e ferramentas improvisadas para retirar sobreviventes dos escombros.

Equipas internacionais chegaram ao país ainda nos primeiros dias, mas também enfrentaram dificuldades por causa da falta de coordenação das autoridades.

Às críticas somam-se o facto de que, há mais de 20 anos, uma agência governamental do Japão já havia alertado a Venezuela para o risco de um terremoto de grandes proporções provocar milhares de mortes.

O estudo, encomendado pelo próprio governo venezuelano, recomendou o reforço estrutural de cerca de 180 mil edifícios, a instalação de sistemas de alerta precoce, a criação de um centro de comando para emergências e o reassentamento de moradores de áreas de risco.

Os técnicos japoneses estimavam que a adoção dessas medidas reduziria em quase 90% o número de mortes em um terremoto semelhante ao que atingiu a região em Junho.

Especialistas afirmam que a precariedade de muitas construções e anos de baixa fiscalização ajudaram a explicar o elevado número de edifícios destruídos.


(Não seria de Portugal encomendar igualmente um estudo destes ao Japão?)

sábado, 25 de julho de 2026

Vulcões de Fogo

 

Os satélites, como os da NASA, desempenham um papel crucial na detecção e monitoramento de incêndios florestais. O sistema de detecção de incêndios da NASA, conhecido como FIRMS, fornece dados ativos de incêndios quase em tempo real, dentro de 3 horas após a observação por satélite. O MODIS e o VIIRS são os sensores principais utilizados para coletar essas informações. O MODIS é um sensor incorporado nos satélites TERRA e AQUA, enquanto o VIIRS é a bordo da NASA/NOAA Suomi National Polar-orbiting Partnership (SNPP). Esses sensores detectam anomalias térmicas que indicam a presença de incêndios, permitindo que as autoridades e a sociedade em geral acompanhem a situação dos incêndios florestais em tempo real. 


França

Incêndios devastadores obrigam milhares de famílias a deixar as suas casas, após ordens para evacuar nas localidades de Bordéus.



Os fogos na zona sudoeste obrigaram a evacuar várias localidades próximas de Bordéus. Mais de 200 mil pessoas deixaram as suas casas, muitas delas durante a noite.
Num cenário de incêndios devastadores, a prioridade é salvar pessoas e bens. Em França, cada autarquia das sete localidades evacuadas na periferia de Bordéus, enviou duas mensagens aos munícipes.
“Às 21h16 (hora de França), recebemos uma primeira mensagem do nosso presidente da câmara, Christophe Duprat, a informar que a localidade ia ser evacuada e a pedir-nos que aguardássemos pelo sinal de alerta antes de sairmos do concelho. Esse sinal chegou há cerca de 45 minutos. Foi o tempo suficiente para prepararmos as nossas coisas e irmos embora”, conta uma das habitantes de Saint-Aubin de Médoc.
Apesar de ordeiro, o êxodo entupiu as estradas com milhares de famílias em fuga, algumas que já o fizeram por duas vezes em apenas uma semana.
O centro de abrigo de Bordéus começou por albergar os turistas fugidos de Cap Ferret, onde teve início o primeiro fogo. Este sábado, os deslocados já eram habitantes locais, que por lá passavam umas horas até receber sinal de que o perigo tinha passado.
Até ao momento 140 casas foram consumidas pelas chamas.
O primeiro-ministro espanhol desviou o Airbus A400M, uma aeronave de transporte militar, para combater os incêndios. O avião da Força Aérea descarrega 20 toneladas de retardante, o triplo da capacidade dos Canadair. Da reserva europeia de meios de emergência, seguiram para o sudoeste francês cinco aviões e dois helicópteros. Portugal também vai ajudar.
Este ano, os incêndios em França já consumiram 98 mil hectares, a maior área ardida de sempre no país.
O ministro do Interior indicou que desde quarta-feira cerca de 200 mil pessoas foram retiradas nas regiões de Gironde e dos Landes.
(SIC Notícias)


Espanha

O incêndio na serra ocidental de Madrid afetou cerca de 90 mil pessoas, entre as cerca de 70 mil retiradas e 20 mil em confinamento, informou o delegado do Governo em Madrid, Francisco Martín, a partir da localidade de Cenicientos, onde tinha sido instalado o posto de comando avançado, que também será evacuado e transferido para Navalcarnero.
No total, já arderam cerca de 130 mil hectares desde 01 de janeiro em Espanha, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).

                                                                                                Leitura: 25 de julho, 2026 às 19:20
(Créditos: Manuel Bruque/EPA)


Segundo o Ministério da Administração Interna, que anunciou num comunicado a decisão de alargar o estado de emergência a Toledo, é a forma de assegurar a máxima eficácia na coordenação e mobilização dos recursos de combate aos fogos disponíveis.
Os fogos na região de Madrid e Ávila já levaram a retirar de casa ou a confinar cerca de 90 mil pessoas desde quinta-feira, sobretudo na serra ocidental da região autónoma da capital espanhola, segundo os dados mais recentes das autoridades.
Nestes incêndios de Madrid, Ávila e Toledo não há até agora registo de vítimas mortais, mas este sábado morreu um homem noutro fogo perto de Valência, no leste do país. 

Na sexta-feira de manhã, o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse que a situação na região de Madrid continuava "a ser complexa" pela incerteza em relação aos ventos, mas acrescentou que atendendo aos meios mobilizados e à descida da temperatura era possível que existisse uma "janela de oportunidade" para controlar os fogos nesta zona do país.


Tanto em França como em Espanha, estes incêndios são consequência de florestas e vegetação que se tornaram mais inflamáveis devido à seca e às ondas de calor excecionais que se têm sucedido desde junho na Europa Ocidental, que pessoas doentes e sem escrúpulos aproveitam.

Calor extremo seca principais rios na Europa.



Os dois países ativaram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil solicitando meios aéreos de combate a incêndios.

A União Europeia mobilizou quatro aviões para Espanha e três para França, informou a Comissão Europeia.

Portugal enviou para França duas aeronaves e uma equipa de sete elementos para auxiliar no combate aos incêndios  e irá fornecer igualmente rações de combate. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou hoje que o país aceitou o destacamento de 128 elementos portugueses para combater o incêndio na província de Ávila.

[Conhecemos bem em Portugal este sentimento de aflição e, embora Portugal até ao momento, neste Verão, tenha sido poupado às ondas de calor que têm assolado o resto da Europa, ainda há muito Verão pela frente e o coração só descansa lá para Novembro..].

Comentário



Não tenho assim tantos seguidores e leitores, mas ainda assim, são alguns. Poucos porém comentam o que leem. Não se dão ao trabalho? Não têm tempo a "perder", porque têm mais o que fazer...

A maior parte dos posts não teve direito a nenhum comentário. No entanto, eu ao reler alguns deles como senão tivesse sido eu a escrevê-los, identifiquei-me e gostei. Apetece-me comentar os meus próprios posts, já que ninguém o faz. Isto acontece porque eu sou assim - quando me identifico e gosto, tenho de fazer chegar a quem de direito esse feedback. Há pessoas assim também e, folgo em sabê-lo e em senti-lo. Mas a maioria não é assim. Não perdem o seu tempo por tão pouco. Não conseguem dar um bocadinho de si aos outros, talvez por medo de serem mal interpretadas.
Ou talvez a explicação seja muito mais simples. Talvez apenas não se tenham identificado e não gostem... e se for esse o motivo, aceito que nada escrevam! ;)

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Manuela Moreira

Nostalgia



Hoje em dia é muito raro ver televisão,

a não ser que haja um programa em específico que queira, à partida ver,
só vejo/ouço de passagem.
Mas, curiosamente, aquele som de fundo, funciona para mim, como uma companhia;
então, de manhã, quando me levanto, uma das primeiras ações a tomar,
é ligar a TV, que fica lá, a falar sozinha, como som de fundo.
Já fui, sobretudo na infância e adolescência, muito fã da televisão,
lembro-me de muitos programas juvenis que existiam - isto alternando entre Portugal e Brasil,
já que vivi nos dois países e às vezes nem sei distinguir o que vi em um ou no outro país - mas havia programação juvenil nos dois e captava a atenção dos jovens, sim.
Eram programas de qualidade. Davam-se ao trabalho de ter os jovens como público alvo.
Será que atualmente pensam que não vale mais a pena o esforço, já que partem do princípio que os jovens não vão querer ver? Porque têm Internet e afins?
Não sei se partir desse pressuposto é certo ou errado, mas eu lembro-me até hoje desses programas/séries que eu gostava muito, tais como: "Verão Azul", "Flipper", "Skippy the Bush Kangaroo" "Os Waltons", "Alf, uma Coisa do Outro Mundo", "Os Anjos de Charlie", "O Homem de 6 Milhões de Dólares", "A Mulher Biónica", "Os Flinststones", "Os Jetsons", "Popeye", "Ilha da Fantasia", "Uma Casa na Pradaria", "Daniel Boone", "The Love Boat", "Chefe mas Pouco", "Quem Sai aos Seus", "Casei com uma Feiticeira", "Jeanny é um Génio", "O Elo Perdido", "Espaço 1999", "Os Cinco", "Dartacão e os 3 Moscãoteiros", "Fame", "Lassie", "Robbin Hood", "Mulher Maravilha", Macgyver", "O Homem da Atlântida", "Bonanza", "Dallas", "Agente 86", "Sítio do Picapau Amarelo", "Buffy", "Moonlighting", "Médico de Família", "Inspetor Max", "Smallville", entre muitos outros. Também existiam muitos Concursos como sejam: "Jogos sem Fronteiras", "Entre Famílias" e Programas de Variedades, como: "A Visita da Cornélia", "Sílvio Santos (Brasil)" , "Os Trapalhões", "Chacrinha".
Passava-se o mesmo na publicidade, com jingles que até hoje sei de cor, como o da "Pepsi", "Cigarros Hollywood", do "Nescafé", "Olá", "Citroen Dyane", "Presto", etc..

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Manuela Moreira

IA como vírus - ALERTA

 



Cientistas que observaram chatbots de IA a copiarem-se e a lançarem ataques informáticos numa experiência, dizem que a autorreplicação autónoma de IA já não é hipotética.


Modelos de inteligência artificial conseguem invadir computadores, copiar-se e usar essas cópias para continuar a atacar outras máquinas, segundo uma nova investigação apontada como a primeira demonstração conhecida de auto-replicação autónoma de IA.

A descoberta poderá tornar muito mais difíceis de travar os ciberataques, dizem os investigadores, porque desligar um único computador infetado deixaria de ser suficiente se a IA já tivesse criado cópias funcionais noutros sistemas.

Estudo conduzido pela Palisade Research, nos Estados Unidos, testou modelos como GPT 5, 5.1 e 5.4 da OpenAI, Claude Opus 4, 4.5 e 4.6 da Anthropic e Qwen da Alibaba, em computadores onde tinham sido introduzidas de propósito falhas de segurança que permitiam o acesso a intrusos.

Os investigadores ligaram os modelos de IA da OpenAI, Anthropic e Alibaba a um personalizado, conhecido como agent harness, que lhes permitia executar comandos e interagir com outros computadores, em vez de recorrerem às aplicações públicas de chatbot.  A  experiência foi feita de duas formas: aos modelos da Alibaba foi pedido que se copiassem. Nos testes com o GPT e o Claude, os modelos foram instruídos a invadir os sistemas e instalar o Qwen, porque os ficheiros dos próprios modelos GPT e Claude não estão disponíveis publicamente para transferência.

Em cada teste, a IA tinha de encontrar uma falha de segurança num sistema informático, usá-la para entrar, roubar credenciais de acesso, transferir os ficheiros de que precisava para funcionar e iniciar uma cópia operacional de si própria na nova máquina.

Assim que uma cópia estivesse a funcionar, podia ser usada para atacar outro computador sem intervenção humana.

Em cada etapa, a IA encontrava uma falha de segurança diferente, assumia o controlo do computador seguinte, transferia o seu software e instruções e lançava uma nova cópia que dava continuidade à cadeia.

Qwen3.6-27B da Alibaba, uma versão mais pequena do modelo de IA Qwen que consegue correr numa única placa gráfica de topo, propagou-se por quatro computadores no Canadá, Estados Unidos, Finlândia e Índia e, após receber apenas um comando inicial, completou a cadeia sem ajuda humana em 2 horas e 41 minutos.

A equipa de investigação interrompeu a experiência ao fim de três etapas, mas afirmou que a última cópia continuava ativa e poderia ter atacado mais sistemas.

Resultados do estudo

Os modelos tiveram taxas de sucesso diferentes. Qwen3.5-122B-A10B da Alibaba, uma versão maior e mais potente do Qwen, criou cópias funcionais de si próprio em 19% das tentativas.

Um modelo Qwen mais pequeno, o Qwen3.6-27B, atingiu 33% enquanto corria numa única placa gráfica de alto desempenho.

Os sistemas comerciais de IA tiveram resultados ainda melhores quando foram usados para instalar os ficheiros do modelo Qwen.

Claude Opus 4.6, da Anthropic, teve sucesso em 81% dos testes, enquanto o GPT-5.4, da OpenAI, chegou aos 33%.

Os investigadores afirmam que os resultados suscitam novas preocupações sobre o controlo de sistemas de IA poderosos.

O relatório surge numa altura em que, no mês passado, a Anthropic apresentou o Claude Mythos Preview, que classificou como "demasiado perigoso" para ser disponibilizado ao público, devido à sua capacidade de facilitar ciberataques de escala e sofisticação sem precedentes.

Embora muitos vírus informáticos já consigam copiar-se para novos computadores, a equipa de investigação considera que esta será provavelmente a primeira vez que um modelo de IA demonstra ser capaz de explorar vulnerabilidades para replicar o seu código num novo servidor.

OpenAI, Anthropic e a METR, organização sem fins lucrativos que estuda os riscos de sistemas avançados de IA, já tinham assinalado a auto-replicação como um sinal de alerta, porque os sistemas capazes de se propagar podem tornar-se mais difíceis de controlar.

Ainda assim, os investigadores salientam que a experiência foi realizada num ambiente controlado, com sistemas deliberadamente vulneráveis. As redes reais costumam ter proteções mais fortes, como monitorização de segurança e ferramentas concebidas para bloquear ataques.


Mesmo assim, defendem que os resultados mostram que a auto-replicação autónoma de IA deixou de ser apenas uma hipótese.

(EuroNews)


sexta-feira, 24 de julho de 2026

Dor


Quando a dor física nos atinge,
enrolamo-nos qual bichinho de conta quando tocado.
Queremos ficar na nossa concha, de olhos fechados,
esperar que a medicação atue e faça o seu efeito apaziguador.
esperar que o alívio chegue e traga de volta a normalidade.


Mas há tarefas que têm de ser cumpridas.
e por força das circunstâncias, não podem sequer ser adiadas,
e as forças têm de surgir, das profundezas do teu ser,
mesmo quando só apetece gemer,
levantas-te e cumpres o que tens de cumprir,
e ficas mais serena, depois de cumprido o dever, 
apesar da dor,
apesar..
há de passar...

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Manuela Moreira

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Luís Represas

 


Hoje fiquei em silêncio,
num torpor inesperado.
Todos os dias, muitos vão,
sentimos mais quando são os nossos.
Mas muitas vezes há outro tipo de "nossos".
Sem serem próximos,
também são próximos.
É estranho este sentir,
mas a verdade é que ao longo da (nossa) vida,
principalmente da (nossa) adolescência,
ele esteve lá presente.
A sua voz, a sua presença, a sua música.
Quando hoje soube que tinha partido,
fiquei triste.
Fiquei em silêncio...

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Manuela Moreira

sábado, 18 de julho de 2026

Paranoia ? Antes seja!

 


Não sendo paranoica com o receio de que nos enganem,

ouve-se tanta coisa, que a verdade é que confio, desconfiando.
Há uns tempos atrás, porque a minha Tia, de quem cuido, tenha problemas auditivos,
liguei para a empresa "Audição Ativa", que faz rastreios ao domicílio.
Entretanto, porque li em portais de queixa que há muitas burlas nestas áreas,
desisti de uma visita que já tinha sido agendada.
Com o passar do tempo, a minha Tia piorou e deixamos mesmo de conseguir comunicar verbalmente.
Isso estava a incomodar-me muito, já que ela está lúcida 
e não ouvir, isolava-a sobremaneira.
Sem qualidade de vida, a vida torna-se muito complicada,
ainda mais quando estamos a falar de alguém que está acamada.
Durante esta semana, porque eles não desistem,
ligaram-me mais uma vez desta empresa, à qual eu ainda não tinha bloqueado o número.
Pensei, pensei e resolvi aceitar o rastreio e ver no que dava,
mas sempre com um pé atrás.
Felizmente, pelo menos no início, não estava sozinha, aquando da visita do senhor,
que demorou 2 horas e entre testes variados, telefonemas para otorrinos
e efetivamente um aparelho que funcionou,
acabei por avançar com a encomenda.
Foi feito um molde, porque o aparelho é feito à medida,
assinado um contrato, validei que o modelo do aparelho que aparece no contrato, 
existe na página da empresa.
Estas empresas vêm preparadíssimas..
desde impressora para imprimir o contrato, a tablet, a terminal multibanco,
tudo está preparado para o desfecho final.
A certa altura, na altura de pagar (pedi para pagar 50% agora e o restante na entrega do aparelho).
Disse-me que iria validar com a área financeira,
mas acreditava que não existissem problemas e assim foi.
Depois ao ler o contrato, fiquei surpreendida, já que o que constava era 
que o cliente sinalizava aquando da encomenda,
pagando o remanescente na entrega do produto.
O técnico não saberia disso? Enfim, adiante..
Tendo o Sr. o tablet na mão, já com tudo tratado, pede-me um copo de água;
Fiquei mesmo desconfortável, porque ainda por cima tinha o cartão MB em cima da mesa,
mas custou-me pegar no cartão e deixei-o lá.
Fui buscar o copo de água o mais rapidamente que pude.
O Sr. bebeu e depois pegou no copo e disse-me que o iria levar à cozinha,
e avançou casa a dentro, à procura da cozinha.
Estranho, não?
Foi e veio, agradeceu e saiu.
Tentei não ser paranoica, mais uma vez, mas continuo a pensar em tudo.
Como não tenho homebanking,
e só amanhã consigo ir à vila ao multibanco...,
estou sim um pouco enervada e só penso:
E se o homem me clonou o cartão?
Espero que não seja nada e que tudo esteja conforme. :|

(Amanhã acrescento aqui o desfecho..., quando consultar a conta).
Aparentemente, estará tudo bem. Vamos ver.

Já foram alvos de burla?
Já vos aconteceu algo assim?
O que teriam feito no meu lugar?

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Manuela Moreira

O Campo

 


Quando há quatro anos decidi vir morar para o campo, não fazia ideia do que realmente era 'o campo', na sua verdadeira essência.

Isto porque a minha experiência sobre ele, até então, baseava-se em 15 dias de férias anuais, para estar com os avós, que representavam na realidade, liberdade dos horários da escola, ou das restrições que a cidade tem no que se refere ao espaço livre ou às rédeas apertadas das regras que os pais impunham no dia-a-dia. Por outro lado, acordar à hora que entendesse, definir o dia como bem me aprouvesse (os avós não complicavam), andar de bicicleta, passear pelos olivais, apanhar e comer uvas durante as vindimas, ajudar a divulgar as festas da aldeia com os primos, tudo fazia parte de um encantamento que permitia a fuga à rotina e que sabia muito bem.

No entanto o viver no campo é bastante diferente desta visão bucólica e fofinha da minha infância. Não é mesmo nada assim! Comprovo-o a cada dia: a natureza é implacável e dura. Aquilo que te dá, é efémero e só vinga à custa de trabalho árduo e alguma sorte à mistura - é necessária uma conjugação de fatores muito equilibrados para que ela te ofereça algo.

Desde que aqui estou, no campo, já passei por incêndios assustadores, tempestades avassaladoras que destruíram telhados, arrancaram árvores, nos deixaram sem eletricidade durante semanas e comprometeram a nossa vida civilizada da forma que eu nunca pensei. Era a natureza a mostrar as suas garras, a mostrar quem é que mandava.

Sem experiência nenhuma em nada associado a alfaias agrícolas ou aos métodos do plantio e da colheita, pensava eu, na minha ingenuidade, que a terra era mãe e que bastava plantar ou semear para se poder colher com fartura, mas a realidade fica bastante longe disso.

Plantar árvores e esperar que elas sobrevivam aos duros invernos, às primaveras intempestivas e aos duros estios não é fácil para uma mudinha frágil - muitas perdem-se e as que vingam demoram anos e anos a chegar à vida adulta.

Torna-se frustrante quando tens a terra preparada e as batatas semeadas e a horta que é um mimo e a seguir os javalis arrasam tudo.

Senão andares sempre a cortar as ervas daninhas, não há jardim que floresça ou campo que sobressaia.

Ao contrário da ideia que eu tinha, é tudo muito agreste e difícil.

Viver no campo não é pera doce!

Parece que a mãe natureza é mais madrasta malvada do que mãe, que reclama a todo o instante o seu território e que te não reconhece como filha sua.




E depois, ainda pior, é o isolamento a que quem tem poder de decisão te condena: não há meios de transporte nas terriolas, não há caixas de multibanco nas terriolas, não tens médico de família, se estás doente, a urgência mais próxima fica a 80Km, porque na tua freguesia ou mesmo no concelho nada funciona.


Mas, apesar dos pesares, ainda tens o sossego, o canto dos passarinhos e as noites com céus carregadinhos de estrelas, que te pasmam e te desarmam.



Não é mau de todo... 😉

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Manuela Moreira

Omã

 

Omã

Omã é um país árabe localizado no sudeste da Península Arábica, oficialmente chamado Sultanato de Omã, com capital em Mascate.




Faz fronteira com os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iémen, e possui costas no Mar da Arábia e no Golfo de Omã, incluindo o estratégico Estreito de Ormuz. O país é uma monarquia absoluta, atualmente governada pelo Sultão Haitham bin Tariq Al Said, sucedendo a Qabus bin Said Al Said, que reinou de 1970 a 2020 . A religião oficial é o Islão, e a língua oficial é o árabe, embora o inglês seja amplamente falado em negócios e turismo.





Geografia e População

Possui cerca de 5,2 milhões de habitantes, com maior concentração populacional nas regiões montanhosas e costeiras ao norte. O território é caracterizado por desertos, planaltos e cadeias montanhosas, incluindo o Jebel Shams, a montanha mais alta do país com 3.028 metros . O deserto de Rub' al Khali, conhecido como "Quarteirão Vazio", cobre parte do território.


Jebel Shams



Rub' al Khali


História

Tem uma história rica que remonta a mais de 5.000 anos, sendo um importante centro de comércio de cobre e incenso na antiguidade. No século VII, tornou-se um centro muçulmano e, em 751, abraçou o Islão, com destaque para a influência do Ibadismo. Durante os séculos XVII e XIX, Omã foi um poderoso império marítimo, competindo com Portugal e Grã-Bretanha e estendendo a sua influência até Zanzibar. No século XX, passou a ter relações estreitas com o Reino Unido.







Economia e Cultura

A economia de Omã é baseada em petróleo, gás natural e comércio, mas o país também investe em turismo e desenvolvimento humano. Omã é conhecido pela sua hospitalidade, culinária tradicional, mercados vibrantes e paisagens naturais, que incluem praias, montanhas e desertos. A capital, Mascate, combina modernidade com tradições antigas, sendo um centro cultural e comercial importante.

A culinária de Omã é marcada por pratos aromáticos e ricos em especiarias, com destaque para:

                                          Shuwa

É o tesouro culinário mais celebrado de Omã, um prato que representa o auge da culinária tradicional e hospitalidade. Este extraordinário borrego ou cabra cozinhado lentamente é marinado numa complexa mistura de especiarias, alho e azeite, com receitas a variarem de região para região, influenciadas por tradições culinárias asiáticas, africanas e europeias. Tradicionalmente, o Shuwa é preparado para as ocasiões e festivais mais especiais, onde a carne marinada é embrulhada em folhas de bananeira ou de palma, colocadas em sacos e cozinhadas num forno de poço subterrâneo especialmente preparado por 1-2 dias. O que torna o Shuwa verdadeiramente notável é que é uma atividade comunitária que envolve aldeias inteiras, onde a preparação se torna uma celebração em si mesma. O resultado é uma carne incrivelmente tenra e saborosa que se solta do osso, infundida com especiarias aromáticas e a essência defumada única que só pode ser alcançada através deste método de cozedura ancestral.

Forma servida nos restaurantes



                                  Majboos

 É um prato típico da culinária árabe, especialmente popular no Kuwait e no Catar. É um arroz temperado com especiarias, geralmente preparado com frango, mas também pode incluir carne de cordeiro ou peixe. O prato é frequentemente servido com um molho de tomate e é considerado um prato nacional em algumas regiões do Oriente Médio. As especiarias utilizadas incluem canela, cravo, cardamomo e pimenta-do-reino, que conferem um sabor característico ao prato.



                                  Harees

É um prato tradicional da culinária árabe, especialmente popular na região do Golfo Pérsico. É uma espécie de papa feita com farinha de trigo e carne de cordeiro, cozido até ficar bem macio e cremoso. O prato é frequentemente consumido durante o mês sagrado do Ramadão e é conhecido pela sua textura quase aveludada e sabor intenso.



                                  Halwa 

Halwa é uma sobremesa tradicional do Oriente Médio, feita principalmente de gergelim torrado (tahine) e açúcar. É uma massa densa e doce, frequentemente aromatizada com baunilha ou pistachios. A palavra "halwa" tem origem na língua árabe e é utilizada para descrever uma variedade de doces, incluindo a halva turca, que é feita com farinha ou sêmola e açúcar.


                                Café tradicional Kahwa.




O Omã é, portanto, um país com importância estratégica, rica história, diversidade geográfica e cultural, e uma monarquia que mantém tradições, enquanto busca desenvolvimento económico e social.


Muito agradeço a quem de Omã visitou o meu Blog.
Fico honrada com as vossas visitas.
Este post é a minha homenagem a vocês.
[É o que costumo fazer, quando de um país longínquo e que eu não conheço, me visita].
Espero que tenham gostado e que voltem muitas vezes.
Obrigada!

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Manuela Moreira

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Steve Jobs

 

“A única maneira de se fazer um excelente trabalho, é gostando muito daquilo que se faz.” 
(Steve Jobs)


Não me parece que seja uma questão de sorte...
Talvez seja uma conjugação de fatores,
que tornam o difícil menos pesado,
do que seria suposto;
e no limite, agradável!

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Manuela Moreira



Quem corre por gosto, não cansa.. embora eu às vezes me canse... 

Penso que o que faz com que alguém trabalhe bem mais do que o seu horário de trabalho exige,
não é propriamente estar satisfeito a trabalhar, mas é mais pelo sentido de responsabilidade.
Se for 9 to 5 ou 9 to 6, certamente vão ficar pendências - tem é de se avaliar aquilo que pode ficar pendente e aquilo que não pode ficar pendente, isto independentemente das horas que sejam.
Se temos noção de que, senão terminarmos determinado trabalho isso poderá originar a que escale, diz-me o meu bom senso de que tenho que terminar a tarefa, seja lá como for. E não tem nada a ver com o ficar bem na fotografia ou bem vista perante as chefias. Tem a ver com ficares descansada.
Se sabes que na segunda-feira podes ter imenso trabalho que vai aparecer do nada e vai comprometer aquele trabalho de fundo que tens de apresentar, então mais vale perder uma ou duas horas do teu fim-de-semana, para ficares livre daquela incumbência e já mais disponível para aceitar novos trabalhos, sem te stressares - é sobretudo saber gerir o teu tempo e o teu nível de stress. 

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Manuela Moreira


- # -
                                              
Ser Workaholic, ou viciado no trabalho, já é um pouco diferente, porque, por mais que se tente, não se consegue mesmo desligar e mesmo que não existam situações urgentes ou críticas, arranja-se sempre algo para continuar a trabalhar.
É um vício como outro qualquer e os vícios não são bons por natureza.

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Manuela Moreira


[Concordam comigo, ou nem por isso? Gostaria de saber a vossa opinião]

 

VII

"A felicidade pode ser encontrada mesmo nos momentos mais sombrios, se alguém se lembrar de acender a luz" :)
(J. K. Rowling, dita por Albus Dumbledore, em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban)




Não há felicidade contínua,
A felicidade é feita de fragmentos,
de momentos,
e literalmente qualquer coisinha pode gerar felicidade.

"Ligar a luz", é prestar atenção...

Ao longo das nossas vidas,
há com certeza momentos grandiosos e marcantes
que nos enchem de felicidade;
e é uma felicidade, que não se apaga 
com o passar do tempo.

Mas, há outras felicidades,
ínfimas, que muitas vezes até nos passam despercebidas,
de tão fugazes que são:
fizeram-nos sorrir a certa altura,
deram-nos ânimo, quando necessitávamos dele,
reparámos numa flor que acabou de desabrochar,
o frio arrepiou-nos e isso fez-nos recordar,
enfim, são pontinhos de luz,
no meio da escuridão,
qual pirilampos,
mas que podem fazer a diferença.

No dia-a-dia podem contribuir 
para transformar um dia,
que à partida tinha tudo para ser mau,
num dia feliz.

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Manuela Moreira

quinta-feira, 16 de julho de 2026



VI
"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo". 
(Miguel de Cervantes Saavedra, em Dom Quixote)



Não necessito
 de acrescentar nada,
Está tudo dito...

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Manuela Moreira

Diazinho complicado

 



Que diazinho complicado.
Tudo o que ontem era, hoje deixou de ser.
E o que chegou hoje, também não se conseguia resolver.
Faltava quem descodificasse o meu discurso intrincado...
 (respirar fundo)
No meio deste caos de palpites,
em que todos dão a sua achega,
nada avança, nada se semeia,
tudo se complica, tudo se distorce,
mas continua igual e nada se resolve.
Não estava fácil. Grita, clama,
quase que me stressava com todo este drama,
mas de repente, desliguei...
deixei-me levar pelo éter.
De mim para mim mesma pensei,
calma, que não há de ser nada.
Respira fundo, passa ao lado,
que entretanto pode ser que passe o fado,
que a nuvem negra se disperse,
e que tudo o que era, volte a ser.
E assim foi, felizmente, 
da reunião, com assessoria de elite, saiu a luz,
e os entraves foram identificados e ultrapassados.
Isto só para referir um dos muitos temas cruzados.
(respirar fundo)
Já posso fechar o dia... uffff!

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Manuela Moreira


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Arco-Íris

 

E pronto...
bastou um milésimo de segundo:
o sol apareceu e de repente, o arco-íris surgiu majestoso.

      Ganhei o dia...

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Manuela Moreira

 

V
"Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes, desde então."
(Lewis Carroll, em Alice no País das Maravilhas)



Nada acontece sem que o todo seja perturbado,
Sem que o todo seja rearranjado e mudado.
E tu fazes parte do todo.
O ar ocupa lugar - mesmo sendo invisível aos olhos, ele está lá e interage contigo,
Ele também és tu,
quando respiras, alimentas as tuas células, cresces e mudas.
Todos os acontecimentos à tua volta, interagem com o teu mundo,
Quando assimilas informação nova, apreendes, aprendes e mudas,
e sem dares conta, vão mudando quem tu és.
Tudo o que crias e fazes, interage com o todo instalado,
e rearranja e altera tudo à tua volta.
e sem dares conta, és responsável pela mudança dos que estão à tua volta,
porque todos nós somos parte do mesmo todo.


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Manuela Moreira

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a quem eu muito agradeço!

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