domingo, 28 de junho de 2026

Deus escreve certo...


Cresci a ouvir mil e um ditados, já que a minha avó Elisa, era entendida na matéria.

Muitos ainda os sei hoje e se não os digo mais vezes é porque acabo por achar que as pessoas mais novas relacionam este tipo de comentário com os mais velhotes e eu, como todos, não quero ainda estar nesse grupo. Mas ao mesmo tempo, faz-me voltar no tempo e lembrar-me da minha avó, aconchega-me a alma, em tempos que não estão fáceis. A minha avó estava lá sempre para mim - era forte e determinada e não tinha medo de nada, o que me tornava destemida também... e quando não o conseguia ser, ela era o meu porto de abrigo; um deles, porque felizmente havia mais..

Porquê escrever sobre este ditado em particular? 

Porque por vezes acontecem situações, decididas por terceiros, que alteram vidas e causam medo e insegurança. E a 'vó' Elisa já não está por cá, para me acolher e acalmar e dizer que tudo vai ficar bem, porque Deus escreve certo, por linhas tortas. Tentei imaginar o que diria a minha avó sobre o que me estava a acontecer: O ano que passou foi um ano de mudanças inesperadas para a minha vida. Há décadas no mesmo emprego e a poucos anos da reforma, era impensável, para mim, achar que mudaria de emprego.

De repente senti o chão fujir-me debaixo dos pés, quando anunciaram a extinção daquela que era a minha casa há mais de trinta anos. Estava mesmo a acontecer e eu sentia como sendo um terramoto que se abatia sobre mim. As águas separaram-se em duas partes e o que eu imaginava que seria algo parecido com o continuar do que tinha antes, ficou cada vez mais longe. A ilha que parecia ser a salvação ao naufrágio e onde tinham conseguido chegar muitos daqueles que eu conhecia, estava inalcansável. Apesar dos meus esforços, ficava cada vez mais distante e, quando caí na realidade, apercebi-me que não era mesmo para mim. 

A solidão nunca foi algo que me incomodasse, pelo contrário, desde miúda, filha única, aprendi a gostar de estar na minha própria companhia, no meu mundinho, dos livros, dos pensamentos e as pessoas que estavam à volta, quando eu decidia sair do casulo, estavam lá de pedra e cal e eram confiáveis, como a minha avó Elisa.

Talvez tenha a ver com a idade ou com as circunstâncias adversas daquele momento, mas ao olhar à volta, não vi ninguém. A ilha já era só um pontinho no horizonte e de repente, sinceramente, tive medo e senti na solidão que me envolvia um frio intenso... assustador.

Dizem que não vale a pena remar contra a maré, julgo que é outro ditado e deixei-me ficar à deriva e ver até onde o mar me levava. Pensei na minha avó e na falta que as suas palavras me faziam: "Chorar não é uma solução; pode aliviar o coração, mas não resolve o problema de fundo". O que faria a minha avó no meu lugar? O que me diria se estivesse por perto? Ela que era tão corajosa, que enfrentava sempre a vida de frente.. 

Pensei em mais um ditado: " O que não tem remédio, remediado está!"  

 Se eu já fiz tudo o que podia e não consegui agarrar-me aquilo que eu pensava ser a bóia de salvação, então, só me restava acreditar que o que estava para vir, podia não ser tão mau como eu imaginava que fosse. E se fosse, logo veria como agir.

 Os dias foram passando, conheci novos colegas, novos chefes, fui-me integrando e aquilo que inicialmente parecia uma nuvem negra cheia de perigos, começou a dissipar-se e o que foi surgindo foi algo que eu vou podendo aceitar e viver como algo bom. Finalmente, nove meses volvidos, consigo escrever sobre este tema, sem mágoas. 

E mais do que isso, consigo até divisar a mão divina no meio do caminho. Será? O caminho que parecia não ser o melhor para mim e que eu durante o tempo que pude, lutei para contornar, era afinal, consigo ver agora, claramente, o melhor caminho para mim. A ilha que me parecia ser o meu porto seguro, era afinal só uma miragem e nem sequer existia.

Talvez os ditados populares não sejam apenas meras frases de circunstância, mas tenham sido criados com base em vivências reais e divinas também, quem sabe!!

Talvez a avó Elisa tenha dado uma ajudinha, nem que seja apenas para levar a dela adiante e provar que os seus ditados são verdadeiros. ;)

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Manuela Moreira 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

 

O frio instalou-se!

Está branco lá fora e as pegadas, são marcas no chão.


               Mas as marcas na alma são mais profundas...

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Manuela Moreira

domingo, 19 de junho de 2022

Dinamarca e a qualidade de vida



“De acordo com o World Happiness Report, a felicidade está intimamente ligada à igualdade social e ao espírito comunitário – e a Dinamarca sai-se bem em ambos. A Dinamarca tem um alto nível de igualdade e um forte senso de responsabilidade comum pelo bem-estar social. Embora existam nove grandes partidos políticos na Dinamarca, nenhum deles apoia seriamente o desmantelamento do estado de bem-estar dinamarquês.

As pessoas que vivem na Dinamarca pagam alguns dos impostos mais altos do mundo - que chegam a atingir até metade da sua renda. Além disso, os dinamarqueses pagam um imposto sobre o valor acrescentado (IVA), de 25% na maioria dos itens e um imposto de até 150% nos carros novos.

Mas a maioria dos dinamarqueses lhes dirá que estão felizes em pagar impostos, porque podem ver o que recebem em troca. A maioria dos cuidados de saúde na Dinamarca é fornecida sem custos para o paciente. Os estudantes universitários não pagam mensalidades e recebem uma bolsa para ajudar a cobrir as despesas durante os estudos. A creche é subsidiada. E os idosos recebem boas pensões e contam com ajudantes de cuidados que os visitam em casa.

A maioria dos dinamarqueses acredita que é responsabilidade de todos trabalhar se puderem e pagar impostos para apoiar o bem comum. Se todos pagarem a sua parte justa, uma rede de segurança social pode permanecer em vigor para apoiar os muito jovens, os muito velhos e os doentes. A rede de segurança social também apoia as pessoas que perdem os seus empregos por até dois anos enquanto procuram novos empregos, embora haja um sistema em vigor para garantir que estejam procurando ativamente por trabalho.'

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Sugestão de Pequeno-almoço: "Panquecas de Banana"

 Sugestão de pequeno-almoço: 

(Há muitas receitas de panquecas de banana, mas estas foram extraídas de um blog dinamarquês: https://nordicfoodliving.com  mantido pelo Kim Nielsen, que adora cozinhar e partilha muitas receitas tradicionais da Dinamarca e outras receitas saudáveis).

     Panquecas de Banana



Porção:15 panquecas pequenas
Tempo de preparo: 30 minutos 
Título dinamarquês: Sunde banan pandekager

Ingredientes:
2 bananas maduras (ou bananas congeladas )
3 ovos
1 dl (0,4 xícara) de aveia
1 dl (0,4 xícara) de farinha
1 pitada de sal

Instruções:
Amasse as bananas. Pode usar-se um garfo ou uma varinha mágica. Junte os restantes ingredientes e mexa até a massa ficar homogénea. Aqueça uma frigideira com um pouco de óleo ou manteiga. Distribua montinhos de massa pela frigideira, em lume médio/brando. Deixe até que pequenas bolhas apareçam na superfície das panquecas. Vire as panquecas e aguarde mais um minuto. Para melhor acompanhar a receita, assista ao vídeo:


                                                                                  Nyd din mad ou, em português, bom apetite!

sábado, 11 de junho de 2022

Partir..

 

Imagino partir como sendo algo bom e sereno, um 'soltar'..

A alma a deixar um corpo doente, tornando-se luz no firmamento.

Mas, para quem fica, a dor pesa e torna-se complicado aceitar.

Que a dor passe e que fiquem apenas as lembranças de cada bom momento.

                                             |

                               Manuela Moreira



                                                                                    (para a Candinha e seus familiares)

Um Feliz Amanhecer


Lembram-se desta publicidade? 


                                                               Um feliz amanhecer...








                                                       Feliz dia!

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Paula Rego


Paula Rego - Homenagem à pintora, e à sua grande obra. 

R.I.P.

Embora não seja o meu género de pintura, levou o nome de Potugal longe, sendo o seu talento reconhecido e prestigiado!


Azulejo 


Ericeira no Coração


 Misti II - 1996




Retrato de Jorge Sampaio




The Policeman's daughter - 1987
















Retrato de Fiona Bradley




(1935-2022)

O Pôr do Sol




A cada pôr do  sol, uma retrospetiva do dia: um lamento sobre o que correu menos bem e que após o sol se pôr, passa a facto histórico. Depois, só resta olhar e admirar a beleza que daí advém.

Ninguém sabe muio bem porquê, mas aquele dégradé de cor, entre o amarelo torrado e o laranja escuro, pictórico, combina na perfeição com os castanhos da terra e faz brilhar intensamente o mar, àquela hora, já meio escurecido.

E compensa o dia, vê-lo, ali "tão perto", a pincelar de cor o horizonte enternecido.

Que bonito é o pôr do sol!

                                                   |

                                     Manuela Moreira

terça-feira, 7 de junho de 2022

Sementes ao Vento

 



A natureza é bela e sábia!

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Manuela Moreira

Crescendo ao Vento (atualizado)

 


À descoberta do mundo, dominas todos os tempos,

crescendo ao vento e somando passatempos.

Conduzes o barco para além da aventura, sem exitações ou demoras,

mas com uma alegria escancarada, de risadas tão sonoras.

Juntos galgam ondas, atravessando medos, na espuma dos ventos.

abrindo novos caminhos e desafiando os elementos.

As águas calmas colaboram na aventura, ondulando.

E as gaivotas gritam o momento, exortando.

Pirata armado com espada de madeira e ar intrépido,

avança a bombordo e dá uma estocada no ar, com estrépido;

O monstro marinho, azul esverdeado, cai desamparado, guinchando com especial efeito..

E, de volta, vitorioso, exortas, com vénia, os teus imediatos a aplaudirem o feito.

São eles o gato preto Farrusco e a patinha Vitória,

(que miam e grasnam), em dueto, celebrando a grande glória. 


Eis o mundo da fantasia,

Eis o verso na poesia!

                 |

     Mnuela Moreira

domingo, 5 de junho de 2022

Imagina onde esta foto foi tirada?

 

Talvez não acerte..


Vá para o norte de Trincomalee até Pigeon Island (Ilha do Pombo), um dos melhores lugares para mergulhar com snorkel no Sri Lanka. Observe tartarugas marinhas e tubarões de recife.

Surpreendente, não?

Torta filo vegan com legumes

 



(Podem substituir-se os ingredientes veganos por outros..)


Ingredientes:

Dificuldade: Média
(faz 1 torta, 20x30cm)

85 gr de manteiga vegana
7 folhas de filo (cerca de 36x50cm)
250 gr de tofu partido em pedaços pequenos
1 c.c. de sal, e mais para espalhar por cima no final
1 c.c. de alho em pó
2 c.s. de leite de aveia
150 gr de queijo vegan ralado

espargos para a casa
brócolos para as árvores
azeitonas pretas para o caminho
pimentão amarelo para o sol
pimentão doce para os pássaros

azeite para regar por cima no final

Pré-aqueça o forno a 180C. Derreta a manteiga e use um pouco para untar uma assadeira 20×30. Corte os legumes e prepare a sua composição.







Pegue uma folha filo. Pincele com manteiga derretida e coloque a segunda folha por cima. Continue fazendo isso para todas as folhas. Não pincele a sétima folha final com manteiga.


Coloque as folhas de filo “coladas” com manteiga derretida na assadeira e pressione suavemente para tomar a forma da assadeira. Aperte as folhas em excesso nas bordas para criar uma “moldura”.


Coloque o tofu, o sal e o alho em pó em um processador de alimentos e processe até que o tofu esteja totalmente quebrado.


Adicione duas colheres de sopa de leite de aveia à mistura de tofu e processe novamente para criar uma pasta.
Transfira a pasta de tofu para uma tigela e acrescente o queijo vegano ralado. Misture bem.
Espalhe a mistura de tofu na base da torta de massa uniformemente e alise a superfície com uma espátula ou apenas as costas de uma colher.

Transfira a sua composição vegetal para o recheio da torta. Empurre os legumes delicadamente no recheio.




Pincele as bordas do filo com o restante da manteiga derretida. Espalhe um pouco de sal por cima e regue com azeite. Coloque na parte média do forno e asse por 22-25 minutos, até que as bordas do filo estejam bem douradas e os legumes estejam macios. Depois de tirar a torta do forno, deixe arrefecer por pelo menos meia hora antes de transferi-la para uma grade. Se a sua torta for delicada, você também pode deixá-la na assadeira. 
NOTA: Os legumes podem ficar enterrados no recheio durante o cozimento. Neste caso, basta movê-los em cima do recheio usando uma faca recém-saída do forno. 


E é só aprediar...

sábado, 4 de junho de 2022

Gabriel Sarabando - fotógrafo português

 Fotos de Gabriel Sarabando

  Moçambique








         
                                                                                 
 Mali







 Namíbia









Angola




O Homem no Universo


O Homem e o universo, 

comungam do mesmo verso!

        |        

Manuela Moreira

Wikipedia

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Selinho oferecido pela Verinha

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Experiência em Lisboa - "QUAKE" - Simulador vídeo mapping e efeitos especiais

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Terremoto de Lisboa - 1755