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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Ricochete

 


Habitualmente quando tratas mal alguém, a tendência é que te devolvam o "gesto",
ou até aumentem a intensidade na resposta.
Poucos ficam intrigados e tentam perceber o porquê daquele ataque, aparentemente, gratuito.
Eu sou dessas, das que se intrigam.
Dou o benefício da dúvida e tento perceber onde reside a razão da outra pessoa.
Se percebo que errei e onde, sou a primeira a desculpar-me.
Não quer dizer que volte lá se as minhas desculpas não forem aceites,
o tempo é escasso e não gosto de o perder assim.
Se vejo que o ataque é premeditado e tem como objetivo ferir, ignoro.
ou, pelo menos não demonstro que o tiro acertou onde era suposto
e que fiquei ferida.
Mas é através das atitudes que se conhecem as pessoas.
E uma vez capaz de ferir, sempre capaz de ferir.
Não podem existir dúvidas relativamente a isso.
O que não quer dizer que não possa continuar a "gostar" de pessoas que já me feriram.
Patético, não é?
Aqui o gostar está entre aspas, porque não tem nada a ver com romantismos,
gostar no sentido de admirar a pessoa, pelo que ela é, 
independentemente de ela ter por mim consideração ou não ter.
Se eu também já feri? Claro que sim.
E consigo ter pontaria, quando quero, reconheço.
Mas a maioria das vezes, quando vejo que a ação não é deliberada
e resulta tão somente de uma decisão de grupo,
onde a pessoa está inserida,
então, dou por mim a tentar "ganhar" aquela pessoa para o meu lado. :)
Patético novamente? Talvez...
Reconheço que sou patética muitas vezes.
Adiante....

Manuela Moreira

Wikipedia

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