Embora visível em todo o país, a totalidade apenas acontecerá numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança, onde terá a duração de 26 segundos. No restante território nacional, o eclipse será parcial, entre 92% e 99% no continente e entre 74% e 77% nos Açores e Madeira.
Além de Portugal, onde estão previstas sessões de observação um pouco por todo o país, este eclipse será visível numa faixa que atravessa o Ártico, a Groenlândia, a Islândia e Espanha.
O anterior eclipse total do Sol em Portugal ocorreu em 1912 e o próximo será só em 2144.
Fenómeno raro, um eclipse total do Sol acontece quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados e a Lua oculta completamente o disco solar por alguns momentos, tornando visível no céu o efeito de 'anel de diamante'.
Nas regiões onde a ocultação será mais acentuada deverá ser percetível um escurecimento da luminosidade, a temperatura do ar cai, o ruído ambiente diminui, as sombras tornam-se mais nítidas, os pássaros param de cantar (?).
O eclipse terá a duração de quase duas horas, iniciando-se perto das 18h30 e terminando às 20h30. O seu máximo será por volta das 19h30.
Observatórios, autarquias, associações e centros Ciência Viva promovem sessões de observação com telescópios com filtros solares ou com óculos protetores certificados.
Em alternativa à observação em Rio de Onor, no Parque Natural de Montesinho, onde as inscrições estão esgotadas, os curiosos podem deslocar-se ao Aeródromo de Bragança, onde o eclipse, ainda que parcial, terá uma percentagem de ocultação de 99,8%.
Estão previstas, entre outras ações, sessões de observação no Castelo de Estremoz, na barragem da Bravura, em Lagos, nas praias do Barril e do Arraial, em Tavira, no Observatório do Moinho de Cardosas, em Arruda dos Vinhos, no Observatório Astronómico de Travancinha, em Seia, e no Parque de Astronomia de Constância.
Faro, Vila do Porto, Vila do Conde, Mafra, Sintra e Lisboa são outras das localidades com sessões de observação programadas. (TSF/Lusa)