Quando a dor física nos atinge,
enrolamo-nos qual bichinho de conta quando tocado.
Queremos ficar na nossa concha, de olhos fechados,
esperar que a medicação atue e faça o seu efeito apaziguador.
esperar que o alívio chegue e traga de volta a normalidade.
Mas há tarefas que têm de ser cumpridas.
e por força das circunstâncias, não podem sequer ser adiadas,
e as forças têm de surgir, das profundezas do teu ser,
mesmo quando só apetece gemer,
levantas-te e cumpres o que tens de cumprir,
e ficas mais serena, depois de cumprido o dever,
apesar da dor,
apesar..
há de passar...
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Manuela Moreira
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