Há jogos de palavras que são muito prazeirosos em si mesmos.
De existência efémera, cumprem simplesmente o seu propósito,
como palavras ao vento, que se juntam numa forma,
com sentido ou sem sentido ou até duplo sentido,
mas enquanto são, têm dimensão e tocam fundo,
libertando fragmentos inteligentes de vida e de emoção,
criando sinapses que elevam o pensamento e tocam na alma.
São momentos, são fragmentos,
E só funcionam e libertam, se quem os viver, compreende
que não sobrevivem em cenários reais.
Que são jogos espirituais,
Que são realidades virtuais,
que só existem no abstrato.
No entanto, enquanto estão, preenchem espaços que nem sabíamos que existiam,
quebram barreiras imaginárias e transbordam sentimentos,
como se vida tivessem;
Isto porque os nossos cérebros, tão avançados em certos temas,
confundem, os sonhos com a realidade e trocam a verdade por poemas,
acordando para mais um dia de rotina e de trabalho,
não esperando nada em troca, para além do que já foi.
E será que vale a pena?
Lá dizia o nosso poeta, que sim, que vale a pena, se a alma não for pequena.
E a nossa não o é!
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Manuela Moreira

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