Crescer a ouvir dizer que isto ou aquilo te pode fazer mal, não quer dizer que nunca o vivencies ou experimentes. Quem não o faz?
Há probabilidades associadas a cada ação.
No entanto, há pessoas mais propensas "à desgraça" do que outras.
"Parece que atrai", dizem alguns.
O raio não cai duas vezes no mesmo sítio,
(probabilisticamente as hipóteses de isso acontecer são ínfimas, mas na realidade pode sim, acontecer)
É aí que surge a palavra "azar"
Teve azar...
Não tem sorte...
Mas, a reação advém sempre de uma ação, que pode ser desencadeada pelo próprio ou por outro;
Há ainda a considerar em cima da mesa, que "outro" aqui, pode ser algo sobrenatural ou força espiritual.
Analisando as situações:
Ela empurrou uma cadeira de rodas, onde estava sentado alguém pesado, por uma ladeira íngreme acima.
Foi necessária muita força.
Havia riscos que foram ignorados e o que seria expectável, acabou por acontecer, uma hérnia proliferou do meio das vértebras lombares.
Podemos falar de azar?
O mais natural é dizer-se que não, pois sabia-se, ou não (por ignorância) das probabilidades...
Correu-se o risco e aconteceu.
Mas, se em 10 situações deste género, acontecer o pior, ou o que poderia ser expectável, nas 10, então aí, pode ser que já possamos falar em azar ou em forças ocultas que estão lá para te causar problemas.
Ou, ainda assim não podemos?
Analisando situações em que as coisas correram bem:
A avenida estava cortada ao trânsito nos dois sentidos. Ela constatou-o várias vezes e daí ter tomado a decisão de atravessar a grande avenida, com duas vias, fora da passadeira.
Quando estava a meio da travessia, constatou que o trânsito tinha sido retomado.
Naquele instante, há que tomar decisões rápidas. Ficar no meio da avenida, arriscando a vida, com carros a passar dos dois lados ou, acelerar o passo e tentar chegar ao outro lado antes que o carro que vem já a alta velocidade chegue perto.
Atravessar parece ser a melhor solução.
E de repente, ela sente algo a trespassá-la, como se tivesse entrado e saído e pensa que o fim chegou, que não há mais nada a fazer. Mas surpreendentemente, chega ao passeio contrário ilesa e constata, olhando para trás vê o carro parado uns metros à frente, com o motorista fora do carro, tão surpreendido quanto ela, já que pensou igualmente ter atingido a vítima.
Mas não houve vítima neste caso.
E aqui? Podemos falar de sorte? De um milagre? De forças divinas que tomaram a iniciativa de ajudar?
Ou as probabilidades estavam lá, eram até grandes no que respeita a um acidente aparatoso, mas não aconteceram.
A ciência e a filosofia são limitadas diante de dimensões além do visível, de mistérios, fenómenos e verdades que superam a capacidade de explicação da lógica, da ciência ou do conhecimento humano. Será que este episódio pode evidenciar que para além das probabilidades, da lógica, da razão, do visível, existem outras variáveis, desconhecidas para nós, que podem ter tido influência neste resultado inesperado?


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