
Quando nos expomos de coração aberto, corremos, desde logo, inúmeros riscos:
Risco de não sermos compreendidos na nossa essência,
Risco de sermos compreendidos, mas não sermos aceites,
(quem foge à regra é por norma, visto de soslaio),
Risco de sermos compreendidos e até aceites mas, de perdermos aquela cumplicidade boa que tínhamos e à qual até já nos estávamos habituando,
ou, até, no limite dos limites, levarmos um balázio, que é como quem diz em modo civilizado:
"levar um chega-p'ra-lá", discreto ou mesmo, assustadoramente violento.
No entanto, manda a ética e a decência que se respeitem os tempos e as pessoas,
sobretudo se as consideramos e temos gosto na sua amizade!
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Manuela Moreira
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Manuela Moreira
Faz parte da condição humana toda essa série de "contradições"...
ResponderEliminarQualquer acção provoca uma reacção natural. Essa reacção é, na maior parte das vezes, de características diferentes umas das outras e, algumas até, parecem mesmo aleatórias.
Não são. O comportamento do ser humano é dependente, usualmente, das "matrizes" que as suas mentes construiram para se "defenderem" de qualquer acção que lhes é dirigida...
O "sermos compreendidos" requer muito mais do que a predominância dessas matrizes. Quando actuamos "de coração aberto" só podemos esperar uma reacção "compatível" se, do outro lado, a pessoa reagir também "de coração aberto"...
Nao se trata de "boa educação" ou "decência". Trata-se apenas de aliar o coração à razão...