Que saudades tenho eu da Primavera!
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Manuela Moreira
Crescer a ouvir dizer que isto ou aquilo te pode fazer mal, não quer dizer que nunca o vivencies ou experimentes. Quem não o faz?
Há probabilidades associadas a cada ação.
No entanto, há pessoas mais propensas "à desgraça" do que outras.
"Parece que atrai", dizem alguns.
O raio não cai duas vezes no mesmo sítio,
(probabilisticamente as hipóteses de isso acontecer são ínfimas, mas na realidade pode sim, acontecer)
É aí que surge a palavra "azar"
Teve azar...
Não tem sorte...
Mas, a reação advém sempre de uma ação, que pode ser desencadeada pelo próprio ou por outro;
Há ainda a considerar em cima da mesa, que "outro" aqui, pode ser algo sobrenatural ou força espiritual.
Analisando as situações:
Ela empurrou uma cadeira de rodas, onde estava sentado alguém pesado, por uma ladeira íngreme acima.
Foi necessária muita força.
Havia riscos que foram ignorados e o que seria expectável, acabou por acontecer, uma hérnia proliferou do meio das vértebras lombares.
Podemos falar de azar?
O mais natural é dizer-se que não, pois sabia-se, ou não (por ignorância) das probabilidades...
Correu-se o risco e aconteceu.
Mas, se em 10 situações deste género, acontecer o pior, ou o que poderia ser expectável, nas 10, então aí, pode ser que já possamos falar em azar ou em forças ocultas que estão lá para te causar problemas.
Ou, ainda assim não podemos?
Analisando situações em que as coisas correram bem:
A avenida estava cortada ao trânsito nos dois sentidos. Ela constatou-o várias vezes e daí ter tomado a decisão de atravessar a grande avenida, com duas vias, fora da passadeira.
Quando estava a meio da travessia, constatou que o trânsito tinha sido retomado.
Naquele instante, há que tomar decisões rápidas. Ficar no meio da avenida, arriscando a vida, com carros a passar dos dois lados ou, acelerar o passo e tentar chegar ao outro lado antes que o carro que vem já a alta velocidade chegue perto.
Atravessar parece ser a melhor solução.
E de repente, ela sente algo a trespassá-la, como se tivesse entrado e saído e pensa que o fim chegou, que não há mais nada a fazer. Mas surpreendentemente, chega ao passeio contrário ilesa e constata, olhando para trás vê o carro parado uns metros à frente, com o motorista fora do carro, tão surpreendido quanto ela, já que pensou igualmente ter atingido a vítima.
Mas não houve vítima neste caso.
E aqui? Podemos falar de sorte? De um milagre? De forças divinas que tomaram a iniciativa de ajudar?
Ou as probabilidades estavam lá, eram até grandes no que respeita a um acidente aparatoso, mas não aconteceram.
A ciência e a filosofia são limitadas diante de dimensões além do visível, de mistérios, fenómenos e verdades que superam a capacidade de explicação da lógica, da ciência ou do conhecimento humano. Será que este episódio pode evidenciar que para além das probabilidades, da lógica, da razão, do visível, existem outras variáveis, desconhecidas para nós, que podem ter tido influência neste resultado inesperado?
Nathan Sawaya (nascido a 10 de julho de 1973, em Colville, Washington) é um artista plástico norte-americano reconhecido internacionalmente por ser o primeiro a elevar peças de LEGO® ao estatuto de meio artístico profissional, criando esculturas complexas e mosaicos em grande escala.
Aqui estão os pontos principais sobre o seu percurso e obra:
Transição de Carreira: Antes de se dedicar inteiramente à arte, Sawaya licenciou-se em Direito pela Universidade de Nova Iorque e trabalhou como advogado corporativo em Nova Iorque. Sentindo a necessidade de uma expressão mais criativa, deixou a advocacia para se dedicar ao seu interesse de infância, os blocos de montar.
"The Art of the Brick": É o nome da sua exposição itinerante mais famosa, que percorreu centenas de cidades em diversos países. A coleção inclui tanto obras originais (frequentemente focadas na forma humana e no movimento) quanto reinterpretações tridimensionais de obras de arte clássicas, como O Grito de Edvard Munch, O Beijo de Gustav Klimt e A Noite Estrelada de Van Gogh.
Técnica: O seu processo de criação é meticuloso. Sawaya utiliza apenas peças padrão de LEGO, colando cada uma individualmente para garantir a estrutura e precisão. Por vezes, o processo envolve planeamento detalhado e a necessidade de ferramentas como formões para corrigir erros após a montagem.
Filosofia: O artista defende o mantra "A arte não é opcional", acreditando que a criação artística é fundamental para o bem-estar e a saúde mental. A sua obra procura inspirar a criatividade no público e transformar um brinquedo quotidiano num objeto de arte contemporânea que funde elementos de Pop Art e Surrealismo.
Reconhecimento: Foi considerado um dos artistas contemporâneos mais populares do mundo. Além das suas exposições, participou em projetos como consultor no programa MythBusters e como produtor consultor na versão norte-americana do programa LEGO Masters.
Atualmente, o artista mantém estúdios em Nova Iorque e Los Angeles, onde continua a criar as suas peças de grande escala.
(Pelo arrojo e dimensão das peças e também pelo colorido, faz lembrar a artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos, não concordam?)
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Manuela Moreira
Há jogos de palavras que são muito prazeirosos em si mesmos.
De existência efémera, cumprem simplesmente o seu propósito,
como palavras ao vento, que se juntam numa forma,
com sentido ou sem sentido ou até duplo sentido,
mas enquanto são, têm dimensão e tocam fundo,
libertando fragmentos inteligentes de vida e de emoção,
criando sinapses que elevam o pensamento e tocam na alma.
São momentos, são fragmentos,
E só funcionam e libertam, se quem os viver, compreende
que não sobrevivem em cenários reais.
Que são jogos espirituais,
Que são realidades virtuais,
que só existem no abstrato.
No entanto, enquanto estão, preenchem espaços que nem sabíamos que existiam,
quebram barreiras imaginárias e transbordam sentimentos,
como se vida tivessem;
Isto porque os nossos cérebros, tão avançados em certos temas,
confundem, os sonhos com a realidade e trocam a verdade por poemas,
acordando para mais um dia de rotina e de trabalho,
não esperando nada em troca, para além do que já foi.
E será que vale a pena?
Lá dizia o nosso poeta, que sim, que vale a pena, se a alma não for pequena.
E a nossa não o é!
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Manuela Moreira
Desidratação
(Medida de emergência)
<Soro Caseiro>
O soro caseiro ajuda a prevenir a desidratação, sobretudo se estiver com episódios de diarréia ou vómitos.
Há qualquer coisa no movimento de um rio que se parece com o pulsar das nossas horas. Olhamos para a água e temos a ilusão de que ela corre para longe, quando, na verdade, é apenas o momento que se substitui, camada sobre camada, como as folhas de um calendário antigo.
Vivemos na pressa de chegar à outra margem, como se o destino final fosse o único lugar onde a paz decide fazer morada. Mas, se pararmos um pouco — talvez com o pretexto de uma chávena de café ainda quente, o aroma a misturar-se com o ar da manhã — percebemos que a vida não está na margem oposta. A vida é exatamente este espaço suspenso entre o que deixámos para trás e o que ainda não desenhámos no horizonte.
Nas crónicas que escrevemos — e nas que vivemos sem papel nem tinta — há uma sabedoria silenciosa em notar o detalhe. O slogan que ressoa na memória de uma infância publicitária, o zumbido quase impercetível de um servidor que garante que o mundo não pare, o conforto de um gesto de cuidado dedicado a quem nos viu crescer.
Atravessar o rio não é vencer a distância. É aprender a ler o reflexo da luz na corrente, sabendo que, embora a água nunca seja a mesma, a margem — a nossa essência, os nossos afetos, o nosso lugar — permanece, paciente, à nossa espera.
Hoje, a crónica é apenas isto: um convite para que, da próxima vez que olhares para a corrente, não tenhas pressa de chegar ao outro lado. Onde estás agora é o lugar onde a história acontece.
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Gemini
(A minha IA de estimação)
Nota Adicional: Convém esclarecer que lhe pedi para criar um post para ser publicado no meu blog, sendo o tema livre.
A finitude não é tão triste quanto a perda das faculdades.
A debilidade instalada sem que seja percetível ao próprio,
leva a consciência a um outro nível,
mascarando a realidade
e trazendo dor.
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Manuela Moreira
Investi tempo e carinho neste blog
Sabe bem ter um espaço onde posso ser eu, sem grandes explicações.
Às vezes esqueço-me o quão bom é e não venho, não estou presente.
Mas quando volto, é sempre melhor.
É como se um encontro comigo mesma,
me trouxesse descobertas,
me mostrasse o que eu já não me recordo,
mas que continua a fazer parte de mim.
Ao reler-me, espanto-me..
parece que observo de fora e não sou eu,
mas ao mesmo tempo, identifico-me.
É uma sensação boa.
Mais espantoso é confirmar nas estatísticas
que outros também me leem,
gente de países longínquos, aos quais nunca fui
e provavelmente nunca irei.
Aos que captam em silêncio,
os meus sentires e os meus viveres,
Voltem.
Eu vou tentar voltar também!
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Manuela Moreira
Como sabem que sou fã de arte, foi-me oferecido e muito apreciei, um prato pintado à mão e ao que vim a descobrir, inspirado na arte Mudéjar.
Já fiz a minha pesquisa, entretanto:
Vim a saber igualmente que o Palácio do Alhambra também foi construído em estilo Mudéjar ou pelos próprios - já lá estive, em Granada (Espanha) há muitos anos atrás e na altura não tinha esse conhecimento, mas já na altura apreciei muito aquele trabalho de minúcia e bom gosto.
Deus escreve certo...
Muitos ainda os sei hoje e se não os digo mais vezes é porque acabo por achar que as pessoas mais novas relacionam este tipo de comentário com os mais velhotes e eu, como todos, não quero ainda estar nesse grupo. Mas ao mesmo tempo, faz-me voltar no tempo e lembrar-me da minha avó, aconchega-me a alma, em tempos que não estão fáceis. A minha avó estava lá sempre para mim - era forte e determinada e não tinha medo de nada, o que me tornava destemida também... e quando não o conseguia ser, ela era o meu porto de abrigo; um deles, porque felizmente havia mais..
Porquê escrever sobre este ditado em particular?
Porque por vezes acontecem situações, decididas por terceiros, que alteram vidas e causam medo e insegurança. E a 'vó' Elisa já não está por cá, para me acolher e acalmar e dizer que tudo vai ficar bem, porque Deus escreve certo, por linhas tortas. Tentei imaginar o que diria a minha avó sobre o que me estava a acontecer: O ano que passou foi um ano de mudanças inesperadas para a minha vida. Há décadas no mesmo emprego e a poucos anos da reforma, era impensável, para mim, achar que mudaria de emprego.
De repente senti o chão fujir-me debaixo dos pés, quando anunciaram a extinção daquela que era a minha casa há mais de trinta anos. Estava mesmo a acontecer e eu sentia como sendo um terramoto que se abatia sobre mim. As águas separaram-se em duas partes e o que eu imaginava que seria algo parecido com o continuar do que tinha antes, ficou cada vez mais longe. A ilha que parecia ser a salvação ao naufrágio e onde tinham conseguido chegar muitos daqueles que eu conhecia, estava inalcansável. Apesar dos meus esforços, ficava cada vez mais distante e, quando caí na realidade, apercebi-me que não era mesmo para mim.
A solidão nunca foi algo que me incomodasse, pelo contrário, desde miúda, filha única, aprendi a gostar de estar na minha própria companhia, no meu mundinho, dos livros, dos pensamentos e as pessoas que estavam à volta, quando eu decidia sair do casulo, estavam lá de pedra e cal e eram confiáveis, como a minha avó Elisa.
Talvez tenha a ver com a idade ou com as circunstâncias adversas daquele momento, mas ao olhar à volta, não vi ninguém. A ilha já era só um pontinho no horizonte e de repente, sinceramente, tive medo e senti na solidão que me envolvia um frio intenso... assustador.
Dizem que não vale a pena remar contra a maré, julgo que é outro ditado e deixei-me ficar à deriva e ver até onde o mar me levava. Pensei na minha avó e na falta que as suas palavras me faziam: "Chorar não é uma solução; pode aliviar o coração, mas não resolve o problema de fundo". O que faria a minha avó no meu lugar? O que me diria se estivesse por perto? Ela que era tão corajosa, que enfrentava sempre a vida de frente..
Pensei em mais um ditado: " O que não tem remédio, remediado está!"
Se eu já fiz tudo o que podia e não consegui agarrar-me aquilo que eu pensava ser a bóia de salvação, então, só me restava acreditar que o que estava para vir, podia não ser tão mau como eu imaginava que fosse. E se fosse, logo veria como agir.
Os dias foram passando, conheci novos colegas, novos chefes, fui-me integrando e aquilo que inicialmente parecia uma nuvem negra cheia de perigos, começou a dissipar-se e o que foi surgindo foi algo que eu vou podendo aceitar e viver como algo bom. Finalmente, nove meses volvidos, consigo escrever sobre este tema, sem mágoas.
E mais do que isso, consigo até divisar a mão divina no meio do caminho. Será? O caminho que parecia não ser o melhor para mim e que eu durante o tempo que pude, lutei para contornar, era afinal, consigo ver agora, claramente, o melhor caminho para mim. A ilha que me parecia ser o meu porto seguro, era afinal só uma miragem e nem sequer existia.
Talvez os ditados populares não sejam apenas meras frases de circunstância, mas tenham sido criados com base em vivências reais e divinas também, quem sabe!!
Talvez a avó Elisa tenha dado uma ajudinha, nem que seja apenas para levar a dela adiante e provar que os seus ditados são verdadeiros. ;)
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Manuela Moreira
O frio instalou-se!
Está branco lá fora e as pegadas, são marcas no chão.
Mas as marcas na alma são mais profundas...
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Manuela Moreira
Sugestão de pequeno-almoço:
(Há muitas receitas de panquecas de banana, mas estas foram extraídas de um blog dinamarquês: https://nordicfoodliving.com mantido pelo Kim Nielsen, que adora cozinhar e partilha muitas receitas tradicionais da Dinamarca e outras receitas saudáveis).
Panquecas de Banana
Imagino partir como sendo algo bom e sereno, um 'soltar'..
A alma a deixar um corpo doente, tornando-se luz no firmamento.
Mas, para quem fica, a dor pesa e torna-se complicado aceitar.
Que a dor passe e que fiquem apenas as lembranças de cada bom momento.
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Manuela Moreira
(para a Candinha e seus familiares)