ou a estados de alma idênticos a ele,
e quem não está nesses enlevos, parece não poder rimar,
ou, a poesia não flui..
e quem não está nesses enlevos, parece não poder rimar,
ou, a poesia não flui..
No fundo é necessário sofrer ou estar em êxtase,
para que a poesia brote.
(Isto dizem os entendidos...).
Já ao que eu chamo de 'prosa rimada',
que é o tipo de escrita que gosto de inventar,
tudo é mais permissivo;
vais por ali afora, sem grandes preocupações na forma ou na rima,
debitando o que aflora ao teu pensamento,
que pode ser real, virtual, sonhado ou mesmo inventado.
Vale tudo e nem sequer carece de rima..
É por vezes um processo de catarse,
onde queimas em fogueira virtual o que te incomoda.
Ou escreves para dar contexto ou para guardar momentos importantes,
ou para servir de base ao teu autoconhecimento.
É muito interessante escrever e depois, passados anos, reler a escrita.
A maior parte das vezes, o fio de pensamento não mudou,
e ainda te reconheces ou identificas com os teus textos;
Mas também há outras situações,
em que ao reler o que escrevemos,
(e aqui tenho de falar por mim),
e não é preciso recuar muito,
em que penso "Quem és tu criatura e de onde surgiu isto tudo?"
Meus Deuses!! :)
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Manuela Moreira
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