domingo, 26 de julho de 2026

Venezuela - 1 mês após os terremotos

 

As televisões portuguesas deixaram de relatar o que se passa na Venezuela, mas há quem ainda acompanhe, (obrigada por isso), como é o caso da redação do G1.

24/07/2026 00h00

Equipas de resgate e familiares continuam procurando vítimas entre os escombros deixados pelos terremotos que devastaram o norte da Venezuela. Nesta sexta-feira (24), um mês após a tragédia, centenas de pessoas continuam desaparecidas. Enquanto isso, organizações preveem um custo bilionário para reconstruir as áreas mais afetadas.

Contexto: Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país a 24 de Junho e provocaram o maior desastre natural na Venezuela.

Segundo o balanço oficial, mais de 5 mil pessoas morreram e cerca de 17 mil ficaram feridas.
Por outro lado, o governo admite que o número final de vítimas fatais pode ultrapassar os 10 mil.
Dados oficiais apontam para que 190 edifícios tenham desabado completamente, enquanto quase mil construções tenham sofrido danos estruturais.
Pelo menos 20 mil pessoas continuam a viver em abrigos temporários.
O número de desaparecidos ainda é incerto. O governo venezuelano não divulga um balanço oficial, mas uma plataforma pública criada para reunir informações sobre as vítimas, aponta para que quase 30 mil pessoas continuem sem contato com familiares ou amigos.


Uma avaliação preliminar do Banco Mundial estima que se forem incluídas melhorias estruturais, remoção de escombros e obras de prevenção, o custo total possa chegar perto dos US$ 50 biliões (dólares).

Uma investigação da Reuters aponta que:

Segundo os relatos, os civis lideraram boa parte dos resgates nas primeiras 48 horas, usando pás, picaretas e ferramentas improvisadas para retirar sobreviventes dos escombros.

Equipas internacionais chegaram ao país ainda nos primeiros dias, mas também enfrentaram dificuldades por causa da falta de coordenação das autoridades.

Às críticas somam-se o facto de que, há mais de 20 anos, uma agência governamental do Japão já havia alertado a Venezuela para o risco de um terremoto de grandes proporções provocar milhares de mortes.

O estudo, encomendado pelo próprio governo venezuelano, recomendou o reforço estrutural de cerca de 180 mil edifícios, a instalação de sistemas de alerta precoce, a criação de um centro de comando para emergências e o reassentamento de moradores de áreas de risco.

Os técnicos japoneses estimavam que a adoção dessas medidas reduziria em quase 90% o número de mortes em um terremoto semelhante ao que atingiu a região em Junho.

Especialistas afirmam que a precariedade de muitas construções e anos de baixa fiscalização ajudaram a explicar o elevado número de edifícios destruídos.


(Não seria de Portugal encomendar igualmente um estudo destes ao Japão?)

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