domingo, 12 de julho de 2026

Singapura

 Hoje vou ser específica: 

- TOP 3 -


Olhando para as estatísticas do meu blog, constato que há sempre acessos vindos de Singapura. Fico tão admirada com isso e agradada, na verdade. Lá longe num país do qual eu sei tão pouco, leem o que escrevo.., muito obrigada por isso!

Hoje resolvi pôr Singapura em evidência no meu blog, como forma de agradecimento e aproveitando para conhecer e dar a conhecer um bocadinho do país.


Singapura é uma cidade-Estado insular situada na ponta sul da Península Malaia, no Sudeste Asiático. Possui governo próprio e um sistema partlamentarista. Formada por 63 ilhas, Singapura é separada da Malásia pelo Estreito de Johor, ao norte, e das Ilhas Riau, na Indonésia, a sul. Está próxima, também, do Camboja, Vietnam e Filipinas.

Independente há pouco tempo, (cerca de meio século), Singapura tem aproximadamente 5,5 milhões de habitantes.

Refletindo a pluralidade cultural do país, ao todo são quatro as línguas oficiais em Singapura: 
Inglês;
Malaio;
Chinês (Mandarim);
Tâmil.

Apesar dessa diversidade, o inglês é a língua mais comum, seja nos negócios, nas questões governamentais (todos os documentos oficiais são escritos no idioma) ou na instrução escolar.

Boa parte dos singapurenses são bilíngues, tendo o inglês como língua comum e, geralmente, o idioma materno como segunda língua. Por conta do sotaque carregado, o inglês tem o apelido de “singlish”, ou seja, Singapore English.

A moeda oficial do país é o Dólar de Singapura (SGD) e é fácil de encontrar em casas de câmbio espalhadas pela cidade, trocando-se dólares americanos, euros ou outras moedas.

Singapura, por ser uma cidade turística e de negócios, possui várias boas opções de hospedagem. Porém, é impossível falar de  hotéis sem mencionar o Marina Bay Sands, o responsável por elevar o turismo local a outro patamar.

Falar no Marina Bay Sands é falar em exagero, no bom sentido, claro. São três torres de 57 andares, ligadas ao alto por um pátio em formato de navio. Para se ter uma ideia, o tamanho é maior que a Torre Eiffel deitada. Dizem, e eu acredito, que durante a noite, com as luzes ligadas, a vista do hotel é incrível.


Marina Bay Sands, em Singapura: vista noturna da fachada

São 2.331 quartos, quatro discotecas, um shopping gigantesco, sete restaurantes de chefs reconhecidos internacionalmente e mais 30 restaurantes. Para além disso,  o complexo possui teatros com apresentações da Broadway, pista de gelo, para patinar, casino de vários andares, um Museu e um Centro de Convenções.


Shopping do hotel Marina Bay Sands, em Singapura

A piscina de borda infinita é digna de destaque e considerada uma das mais altas e mais bonitas do mundo. Ela foi projetada para dar a sensação de se estar flutuando sobre os arranha-céus da Baía de Singapura.

 
 
 
 
Piscina de borda infinita, no hotel Marina Bay Sands, em Singapura

Apesar de ser uma das construções mais caras do mundo, as diárias não seguem o mesmo padrão. Se fizer a reserva com antecedência mínima de 45 dias, é possível encontrar quartos com preços bem razoáveis. 

Os hotéis próximos à Baía de Singapura também são boas opções de hospedagem. Destaque para o The Fullerton Bay Hotel:
 

The Fullerton Bay Hotel, em Singapura

Nas proximidades da Orchard Road, uma rua de comércio de luxo, também há várias opções de hotéis: Merecem destaque: Orchard Hotel Singapore, Mandarin Orchard Singapore, Four Seasons Hotel Singapore e Holiday Inn Singapore Orchard City Centre.

A culinária de Singapura é uma fusão de influências chinesas, indianas e malaias, refletindo a sua rica herança multicultural.

Chilli Crab

Considerado o prato nacional de Singapura, o Chilli Crab é feito com caranguejo fresco em um molho picante e agridoce. É uma experiência gastronómica imperdível.


Laksa

É um prato malaio: sopa de esparguete com leite de côco e caril, geralmente servida com frutos do mar ou frango. 

Hainanese Chicken Rice

Frango cozido ao vapor, servido com arroz aromatizado e acompanhado de molho picante. 


Roti Prata

Uma panqueca crocante de origem indiana, frequentemente servida com caril. Há variações com queijo, banana ou durian.


Kaya Toast

Um café da manhã tradicional que consiste em torradas com uma geleia doce de côco chamada kaya, acompanhadas de ovos cozidos e café local.


Satay

Espetinhos de carne marinada, geralmente de frango ou porco, grelhados e servidos com molho de amendoim. 


Os Hawker Centers são uma parte essencial da cultura alimentar de Singapura, oferecendo uma variedade de pratos a preços acessíveis em um ambiente limpo e organizado. Esses centros de alimentação são populares entre os moradores e turistas, proporcionando uma experiência autêntica da culinária local.


A história de Singapura é marcada por uma transformação de uma aldeia de pescadores em um importante centro comercial e uma nação independente, refletindo uma rica tapeçaria de influências culturais e políticas.

Fundação e Primeiros Anos

Singapura tem as suas origens no século XIV, quando era conhecida como Temasek, um porto comercial sob a influência do Império Srivijaya. O nome "Singapura", que significa "Cidade do Leão" em sânscrito, foi dado pelo príncipe Parameswara, que fundou o Sultanato de Malaca. A ilha permaneceu uma aldeia de pescadores até 1819, quando Sir Stamford Raffles, representante da Companhia Britânica das Índias Orientais, estabeleceu um entreposto comercial, marcando o início da Singapura moderna.

Período Colonial

Em 1824, Singapura foi formalmente incorporada ao Império Britânico e tornou-se parte das Colónias dos Estreitos em 1826. A sua localização estratégica tornou-a um centro comercial vital, atraindo uma grande imigração de chineses, malaios e indianos. Durante o auge do comércio, Singapura destacou-se como um dos principais portos do mundo, especialmente após a abertura do Canal de Suez em 1869.

Segunda Guerra Mundial e Ocupação Japonesa

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, Singapura foi ocupada pelas forças japonesas, que renomearam a cidade como Syonan, ou "Luz do Sul". A ocupação durou até 1945, quando as tropas britânicas recuperaram o controlo da ilha. Em 1946, Singapura tornou-se uma colónia britânica separada.

Caminho para a Independência

Após várias revoltas e um crescente desejo de autonomia, Singapura obteve um autogoverno em 1959. Em 1963, uniu-se à Malásia, mas a união foi breve, e em 1965, Singapura tornou-se uma república independente. Desde então, o país experimentou um crescimento económico significativo, tornando-se um dos "Tigres Asiáticos" e um dos principais centros financeiros do mundo.

Singapura Moderna

Hoje, Singapura é conhecida pela sua economia altamente desenvolvida, infraestrutura moderna e diversidade cultural. O país é um líder global em várias áreas, incluindo finanças, comércio e tecnologia, e continua a ser um destino atraente para imigrantes e investidores de todo o mundo.

A história de Singapura é um testemunho de resiliência e adaptação, refletindo as complexidades de sua identidade multicultural e seu papel no cenário global.

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Manuela Moreira

sábado, 11 de julho de 2026

Sem comentários...



Vou fazer greve de escrita,
parar de dar milho a pardais.

Fico apenas esperando comentares...


O caminho



A preto e branco e a solo, caminhamos,
numa estrada de pedra alcatroada,
Por vezes perdidos no meio do nada,
Quase sempre cansados, sonâmbulos, andamos.

É sempre a mesma paisagem inóspita e a mesma estrada.
Mas a cada passo palmilhado, a nossa versão é atualizada;
E os ecos que ouvimos na calçada,
já não são os mesmos de quando iniciámos a nossa caminhada.

"Todos os verbos que trouxemos, 
já não são para conjugar nos mesmos tempos".

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Manuela Moreira

sexta-feira, 10 de julho de 2026

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Quando é que partilhar algo pessoal acrescenta ?




Quando é que partilhar algo pessoal acrescenta ?


Partilhar algo pessoal pode acrescentar significativamente "a vida" de quem recebe, pois permite que as pessoas se conectem e se inspirem mutuamente. Ao compartilhar experiências, conhecimentos e sentimentos, as pessoas podem encontrar soluções para problemas comuns. Essa troca de informações e experiências, é uma forma poderosa de aprendizado e autoconhecimento, contribuindo para a evolução pessoal de cada um. (Revista Progredir).

:::::::

Partilhar algo pessoal é uma ferramenta poderosa de conexão humana, mas a sua eficácia depende do contexto, da intencionalidade e da reciprocidade. Quando feita de forma consciente, essa partilha deixa de ser apenas uma confissão e passa a ser uma ponte.



Aqui estão os momentos em que a partilha pessoal realmente acrescenta valor:


1. Quando gera vulnerabilidade autêntica



A vulnerabilidade é a "cola" das relações profundas. Quando partilhas algo que não é perfeito — um erro, uma insegurança ou um desafio — estás a dar permissão ao outro para fazer o mesmo. Isso quebra a barreira da "fachada social" e permite que as outras pessoas se sintam seguras na tua presença.


2. Quando estabelece confiança e reciprocidade


A confiança é construída através de pequenos riscos partilhados. Quando te abres, estás a oferecer uma prova de confiança. Se as outras pessoas responderem com abertura, cria-se um ciclo de reciprocidade que fortalece o vínculo. É a base de qualquer amizade ou parceria sólida.


3. Quando serve de exemplo ou aprendizagem (Mentoria)


Partilhar uma falha ou uma lição aprendida "da forma mais difícil" é uma das formas mais eficazes de ensinar. Ao humanizares o teu percurso, ajudas quem te ouve a sentir-se menos sozinho nas suas próprias dificuldades e a ver caminhos que talvez não estivessem a considerar.


4. Quando clarifica valores e limites


Partilhar algo pessoal sobre o que valorizas (ou o que te magoa) serve para alinhar expectativas. Ao revelares o que é importante para ti, ajudas o outro a compreender como te respeitar melhor e como interagir contigo de forma mais harmoniosa.

Onde está o limite? 



Para que a partilha acrescente, é preciso distinguir entre vulnerabilidade e desabafo descontrolado:

A partilha que acrescenta: Tem um propósito, um objetivo ou um desejo de conexão. O foco é a relação ou o crescimento mútuo.


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Manuela Moreira

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Ouvir e Refletir

 


Quem não tem de "botar faladura",
pode dedicar-se com mais atenção, 
a ouvir e a refletir sobre o que ouve.

Nem sempre o que parece, é.
E o que à partida parece fazer parte e fazer-te parte,
não é, reflexão feita, tão verdadeiro assim.
E a conclusão advém, 
da análise fina do que é discutido,
quando dás por ti a ser mais espectadora do que conhecedora.

Análises e reflexões fotografadas,
anotações e constatações validadas, porém,
podemos aceitar que até possa fazer sentido.

Aqui faz-se um intervalo para pensar...
Pensar,
Sobre quem naturalmente está,
quem naturalmente conta,
e quem naturalmente é.
E neste caso, não há dúvidas e o consenso é geral!

(relendo o escrito, constato, que nada rima,
mas com alguma dose de boa vontade, pode dizer-se,
que ainda assim, flui.)

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Manuela Moreira

Âmago


De olhos postos na folha em branco,

acompanho o ritmo do cursor, que pisca, à espera de instruções.
O mote está dado e o que eu gostaria de escrever, é claro.
No entanto, não é tão fácil assim dar o flanco.
Expor sílabas e emoções ao recesso,
carecem de estrutura para serem partilhadas.
Porque sem contexto, elas confundem.
Podem pecar por excessivas
e no final, ou sem aparo,
não serem bem entendidas.

E ilustrando o cenário que escolhi,
vou compondo rascunhos do que vi e ouvi,
e haverá espaço para mais do que um sorriso,
porque o saldo final foi positivo.

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Manuela Moreira

terça-feira, 7 de julho de 2026

A pensar...

 



Tenho coisas a dizer, sim.
Mas, espera, 
tenho de pensar primeiro!

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Manuela Moreira

uma palavra X uma imagem = lealdade

 




uma palavra X uma imagem = responsabilidade

 




uma palavra X uma imagem = iniciativa

 




uma palavra X uma imagem = empatia

 




uma palavra X uma imagem = compromisso

 




uma palavra X uma imagem = desapego

 




uma palavra X uma imagem = união

 




uma palavra X uma imagem = convergência

 




uma palavra X uma imagem = colaboração

 




uma palavra X uma imagem = entreajuda

 


 



uma palavra X uma imagem = confiança

 





uma palavra X uma imagem = atitude





 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Raízes

 


No meio das cinzas, a árvore ferida, chora.
Há tanta tristeza lá fora,
no meio da floresta ardida, no meio do nada, agora.

Mas as raízes não desistiram ainda...

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Manuela Moreira

Tragam a Primavera de volta!!


Que saudades tenho eu da Primavera!


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Manuela Moreira

Ricochete

 


Habitualmente quando tratas mal alguém, a tendência é que te devolvam o "gesto",
ou até aumentem a intensidade na resposta.
Poucos ficam intrigados e tentam perceber o porquê daquele ataque, aparentemente, gratuito.
Eu sou dessas, das que se intrigam.
Dou o benefício da dúvida e tento perceber onde reside a razão da outra pessoa.
Se percebo que errei e onde, sou a primeira a desculpar-me.
Não quer dizer que volte lá se as minhas desculpas não forem aceites,
o tempo é escasso e não gosto de o perder assim.
Se vejo que o ataque é premeditado e tem como objetivo ferir, ignoro.
ou, pelo menos não demonstro que o tiro acertou onde era suposto
e que fiquei ferida.
Mas é através das atitudes que se conhecem as pessoas.
E uma vez capaz de ferir, sempre capaz de ferir.
Não podem existir dúvidas relativamente a isso.
O que não quer dizer que não possa continuar a "gostar" de pessoas que já me feriram.
Patético, não é?
Aqui o gostar está entre aspas, porque não tem nada a ver com romantismos,
gostar no sentido de admirar a pessoa, pelo que ela é, 
independentemente de ela ter por mim consideração ou não ter.
Se eu também já feri? Claro que sim.
E consigo ter pontaria, quando quero, reconheço.
Mas a maioria das vezes, quando vejo que a ação não é deliberada
e resulta tão somente de uma decisão de grupo,
onde a pessoa está inserida,
então, dou por mim a tentar "ganhar" aquela pessoa para o meu lado. :)
Patético novamente? Talvez...
Reconheço que sou patética muitas vezes.
Adiante....

Manuela Moreira

Sorte, Azar, Ciência e Desconhecido

 


Crescer a ouvir dizer que isto ou aquilo te pode fazer mal, não quer dizer que nunca o vivencies ou experimentes. Quem não o faz? 

Há probabilidades associadas a cada ação. 

No entanto, há pessoas mais propensas "à desgraça" do que outras.

"Parece que atrai", dizem alguns.

O raio não cai duas vezes no mesmo sítio,

(probabilisticamente as hipóteses de isso acontecer são ínfimas, mas na realidade pode sim, acontecer)

É aí que surge a palavra "azar"

Teve azar...

Não tem sorte...

Mas, a reação advém sempre de uma ação, que pode ser desencadeada pelo próprio ou por outro;

Há ainda a considerar em cima da mesa, que "outro" aqui, pode ser algo sobrenatural ou força espiritual.

Analisando as situações:

Ela empurrou uma cadeira de rodas, onde estava sentado alguém pesado, por uma ladeira íngreme acima.

Foi necessária muita força.

Havia riscos que foram ignorados e o que seria expectável, acabou por acontecer, uma hérnia proliferou do meio das vértebras lombares.

Podemos falar de azar?

O mais natural é dizer-se que não, pois sabia-se, ou não (por ignorância) das probabilidades...

Correu-se o risco e aconteceu.

Mas, se em 10 situações deste género, acontecer o pior, ou o que poderia ser expectável, nas 10, então aí, pode ser que já possamos falar em azar ou em forças ocultas que estão lá para te causar problemas.

Ou, ainda assim não podemos?

Analisando situações em que as coisas correram bem:

A avenida estava cortada ao trânsito nos dois sentidos. Ela constatou-o várias vezes e daí ter tomado a decisão de atravessar a grande avenida, com duas vias, fora da passadeira.

Quando estava a meio da travessia, constatou que o trânsito tinha sido retomado.

Naquele instante, há que tomar decisões rápidas. Ficar no meio da avenida, arriscando a vida, com carros a passar dos dois lados ou, acelerar o passo e tentar chegar ao outro lado antes que o carro que vem já a alta velocidade chegue perto.

Atravessar parece ser a melhor solução.

E de repente, ela sente algo a trespassá-la, como se tivesse entrado e saído e pensa que o fim chegou, que não há mais nada a fazer. Mas surpreendentemente, chega ao passeio contrário ilesa e constata, olhando para trás vê o carro parado uns metros à frente, com o motorista fora do carro, tão surpreendido quanto ela, já que pensou igualmente ter atingido a vítima.

Mas não houve vítima neste caso.

E aqui? Podemos falar de sorte? De um milagre? De forças divinas que tomaram a iniciativa de ajudar?

Ou as probabilidades estavam lá, eram até grandes no que respeita a um acidente aparatoso, mas não aconteceram.


A ciência e a filosofia são limitadas diante de dimensões além do visível, de mistérios, fenómenos e verdades que superam a capacidade de explicação da lógica, da ciência ou do conhecimento humano. Será que este episódio pode evidenciar que para além das probabilidades, da lógica, da razão, do visível, existem outras variáveis, desconhecidas para nós, que podem ter tido influência neste resultado inesperado?

A resposta parece-me evidente: "Sim", mas pode ser apenas por desconhecimento nosso ainda e nada de forças do oculto.

Ilustrando o desconhecido, até se conhecer: 
Quem poderia imaginar que a terra era redonda..., mas é e gira! 
Quem poderia imaginar que um bocadinho de doença, aplicada em cavalos, poderia criar anti-corpos que depois injetados em humanos (vacinas) os protegeriam de muitas doenças, mas foi descoberto e funciona!
Quem poderia imaginar que a mecânica quântica existia:

"Há mais coisas entre o céu e a terra, do que pode imaginar a nossa vã filosofia, "disse Shakespeare, no Hamlet" 
e vamos ao longo do tempo descobrindo mais e mais e a cada descoberta, a ignorância vai dando lugar à sabedoria e o que não fazia sentido e catalogávamos de várias formas abstratas, dá lugar à realidade - à nossa realidade.
No entanto, a dimensão do desconhecido, o interesse por aquilo que não sabemos abrange duas vertentes distintas e paradoxais: uma que nos leva, por meio de laborioso processo, ao conhecimento; outra, que nos remete ao incognoscível, ao que não é acessível ao conhecimento. 

Este é o paradoxo entre o que é possível conhecer quando se está imerso na experiência, e a própria essência incognoscível da experiência: o que não se sabe e nunca se saberá.

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Manuela Moreira

domingo, 5 de julho de 2026

O Lego como arte

 


Nathan Sawaya (nascido a 10 de julho de 1973, em Colville, Washington) é um artista plástico norte-americano reconhecido internacionalmente por ser o primeiro a elevar peças de LEGO® ao estatuto de meio artístico profissional, criando esculturas complexas e mosaicos em grande escala.

Aqui estão os pontos principais sobre o seu percurso e obra:

  • Transição de Carreira: Antes de se dedicar inteiramente à arte, Sawaya licenciou-se em Direito pela Universidade de Nova Iorque e trabalhou como advogado corporativo. Sentindo a necessidade de uma expressão mais criativa, deixou a advocacia para se dedicar ao seu interesse de infância, os blocos de montar.

  • "The Art of the Brick": É o nome da sua exposição itinerante mais famosa, que percorreu centenas de cidades em diversos países. A coleção inclui tanto obras originais (frequentemente focadas na forma humana e no movimento) quanto reinterpretações tridimensionais de obras de arte clássicas, como O Grito de Edvard Munch, O Beijo de Gustav Klimt e A Noite Estrelada de Van Gogh.

  • Técnica: O seu processo de criação é meticuloso. Sawaya utiliza apenas peças padrão de LEGO, colando cada uma individualmente para garantir a estrutura e precisão. Por vezes, o processo envolve planeamento detalhado e a necessidade de ferramentas como formões para corrigir erros após a montagem.

  • Filosofia: O artista defende o mantra "A arte não é opcional", acreditando que a criação artística é fundamental para o bem-estar e a saúde mental. A sua obra procura inspirar a criatividade no público e transformar um brinquedo quotidiano num objeto de arte contemporânea que funde elementos de Pop Art e Surrealismo.

  • Reconhecimento: Foi considerado um dos artistas contemporâneos mais populares do mundo. Além das suas exposições, participou em projetos como consultor no programa MythBusters e como produtor consultor na versão norte-americana do programa LEGO Masters.

Atualmente, o artista mantém estúdios em Nova Iorque e Los Angeles, onde continua a criar as suas peças de grande escala.







(Pelo arrojo e dimensão das peças e também pelo colorido, faz lembrar a artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos, não concordam?)

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Manuela Moreira


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